Mamãs estejam sempre alertas!!!

26.4.06

Hérnia umbilical

A hérnia umbilical apresenta-se como uma saliência mole ao nível do umbigo, que aumenta de tamanho com o choro, a tosse ou o esforço. A prática de enfaixar os bebés com ligaduras à volta do umbigo é ineficaz e pode provocar problemas.
O que é?
A hérnia umbilical resulta do defeito de junção do anel de tecido em volta do umbigo.Caracteriza-se por um abaulamento do umbigo que aparece quando a criança chora. Geralmente só é percebida algum tempo após a queda do coto umbilical.

Quais as causas?
A obliteração do úraco e dos vasos umbilicais, que se transformam em formação fibrosa no umbigo, contribui para a limitação do anel umbilical. A incompleta oclusão do anel forma a hérnia umbilical.

Quais os sintomas?
A hérnia umbilical evolui na maior parte das crianças sem provocar qualquer dor e sem encarcerar (isto é, sem ficar "presa" no seu orifício). Como se diagnostica O diagnóstico é feito pela observação do aumento de volume em redor do umbigo, que se agrava quando a criança chora.

Como se desenvolve?
Na maior parte dos casos, a hérnia umbilical acaba por fechar espontaneamente, sem necessidade de intervenção cirúrgica, e raramente pode encarcerar. Parece haver uma relação directa entre o diâmetro do anel herniário aos três meses de idade e o seu fecho espontâneo definitivo.Em estudos efectuados em crianças de raça africana (onde a hérnia umbilical é mais prevalente), verifica-se que, se esse diâmetro for inferior a 0,5 cm, o encerramento da hérnia ocorre em 96% dos casos. No entanto, se for superior a 1,5 cm, não é provável que se verifique esse encerramento espontâneo.Nalgumas crianças africanas o fecho espontâneo da hérnia umbilical pode acontecer até cerca dos 11 anos de idade.

Formas de tratamento
O tratamento é cirúrgico e deve ser indicado apenas quando a criança atinge os 5 ou 6 anos de idade e a hérnia ainda persiste.A partir desta idade, o encerramento espontâneo é muito raro e o tratamento deve ser feito para evitar que surjam as complicações e queixas que este tipo de hérnia pode provocar na idade adulta.Nas crianças com mais de 1 ano de idade em que o anel herniário é superior a 1,5 cm, ou nas quais de verificou um episódio de encarceramento, está também indicado proceder à cirurgia correctiva, mesmo antes de atingir a idade de 5 anos.

Formas de prevenção
Uma vez que a existência de hérnia umbilical se deve às características da parede abdominal que rodeia a cicatriz umbilical, não existem quaisquer medidas preventivas.A prática de enfaixar os bebés com ligaduras à volta do umbigo, além de ser completamente ineficaz no que diz respeito à melhoria da evolução da hérnia, pode provocar problemas de digestão e desconforto na criança, pelo que deve ser evitada.

Doenças comuns como diferenciar?
Uma vez que a existência de hérnia umbilical se deve às características da parede abdominal que rodeia a cicatriz umbilical, não existem quaisquer medidas preventivas.A prática de enfaixar os bebés com ligaduras à volta do umbigo, além de ser completamente ineficaz no que diz respeito à melhoria da evolução da hérnia, pode provocar problemas de digestão e desconforto na criança, pelo que deve ser evitada.

"Sapinhos" (Candida albicans)


O "sapinho", muito comum em crianças, têm como principais causadores a Candida albicans e alguns fungos similares que habitam as superfícies cutâneas. Ela se manifesta quando há uma baixa na imunidade do paciente.

Caracterizado por placas brancas, o sapinho pode aparecer na língua, no céu-da-boca e na parte interna da bochechas. Se não forem tratadas adequadamente, as aftas podem se espalhar pela boca e garganta, indo para esôfago e chegando até o estômago e pulmões. O uso de antibiótico colabora para a cura, porque pode matar as bactérias benéficas e os microorganismos infecciosos.

As pessoas com anemia têm uma grande incidência de candidíase oral pela falta de ferro. E o risco de contaminação aumenta para quem está com o sistema imunológico baixo, seja pelo aspecto congênito, seja por infecção do HIV ou por tratamento prolongado com corticosteróides. Além disso, o "sapinho" pode se desenvolver em pessoas obesas e diabéticas, com distúrbios hormonais, ou nas que sofrem de boca seca (Xerostomia). A Candidíase oral pode ainda aparecer após alguma outra doença que tenha enfraquecido o organismo, o tratamento de câncer (quimioterapia) ou até mesmo o stress.

Sinais e sintomas
A candidíase oral (sapinho) se manifesta em lesões brancas, bem delimitadas, com aspecto semelhante ao de leite coalhado; estas são facilmente removíveis. A mucosa abaixo das lesões apresenta-se avermelhada. Pode ser assintomática ou associada à dor, anorexia (perda do apetite) e perda do paladar.

Factores de Risco
Período neonatal; Neutropenia prolongada (diminuição de um tipo de glóbulos brancos do sangue); Diabetes melitus; Nutrição parenteral prolongada (alimentação exclusiva por soro intra-venoso); Infecção pelo HIV.

Tratamento
Para cuidar do bebê ou da pessoa infectada, proceda assim:
Limpe a área lesada desta forma: dilua 1 colher de chá de bicarbonato de sódio em 1 xícara de chá de água, e limpe a cavidade oral do bebê antes de cada mamada, assim como o seio materno antes e depois de cada mamada. No caso de adultos, proceda a limpeza da mesma forma, antes e após as refeições; Preste atenção, na medida do possível, nos fatores que possam colaborar para o contágio, citados acima; Limpe bem os objetos de uso pessoal (bicos de mamadeiras, chupetas, mordedores, garfos, copos, etc);O médico pode indicar um antifúngico tópico e sistêmico. Se houver outras crianças em casa, evite o contágio interpessoal reservando os objetos utilizados pela pessoa contaminada.

Alimentação adequada
Agora saiba quais são os alimentos que você deve consumir para auxiliar na cura da candidíase:
Alimentos macios e fáceis de ingerir, como sopas passadas no liquidificador, purê de batatas, suflês, entre outros; Alho cru, por seu poder fungicida; Carnes magras, peixes, e frutos do mar, pães e cereais enriquecidos e frutas secas, boas fontes de ferro e zinco; Bastante líquido, em especial leite e iogurtes, que são muito ricos em vitaminas, sais minerais e valor energético.

Obstrução do canal nasolacrimal


Muitas vezes às mães notam os olhinhos do recém-nascido muito lacrimejantes, as lágrimas escorrem pelo rostinho,mesmo sem choro.

A obstrução do canal nasolacrimal (dacriostenose) pode dever-se a um desenvolvimento inadequado do sistema nasolacrimal à nascença, a uma infecção nasal crónica, a infecções oculares graves ou recorrentes ou a fracturas dos ossos do nariz ou da cara. A obstrução pode ser parcial ou completa.
A obstrução causada por um sistema nasolacrimal imaturo normalmente faz com que o excesso de lágrimas caia do olho para baixo, molhando a bochecha (epífora) do lado afectado. Em casos raros, tal pode acontecer nos dois olhos, em bebés de 3 a 12 semanas de vida. Este tipo de obstrução geralmente desaparece sem tratamento cerca dos 6 meses, quando se desenvolve o sistema nasolacrimal. Por vezes, a obstrução desaparece mais rapidamente se se ensinar os pais a esvaziar o canal massajando suavemente a zona por cima do mesmo com a polpa do dedo.
Independentemente da causa da obstrução, se surgir uma inflamação da conjuntiva (conjuntivite), pode ser necessário aplicar gotas oftálmicas com antibiótico. Se a obstrução não desaparecer, pode ser necessário que um especialista de ouvidos, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou um especialista dos olhos (oftalmologista) abra o canal com uma pequena sonda, que em geral se insere através do orifício do canal situado no ângulo interno da pálpebra. Às crianças é administrada anestesia geral para esta intervenção, mas os adultos só necessitam de anestesia local. Se o canal se encontrar completamente bloqueado, pode ser necessário recorrer a uma cirurgia mais complexa.

24.4.06

CRIPTORQUIDIA (TESTÍCULOS NÃO DESCIDOS)

O que é?
Esta situação, que acontece em uma de cada 125 crianças do sexo masculino, consiste na retenção de um ou dos dois testículos na sua descida para o escroto, que são as bolsas onde ficam alojados normalmente.
Estas crianças têm uma probabilidade aumentada de vir a sofrer de infertilidade ou de cancro do testículo
Entre o sétimo e nono mês de desenvolvimento do feto, os testículos, originados no abdómen, descem para a sua posição normal no escroto (bolsa por debaixo do pénis), através de um canal específico.
Se o testículo não descer, não vai funcionar normalmente. Embora a correcção cirúrgica dessa situação também não garanta sempre o seu normal crescimento e funcionamento, é uma atitude geralmente aconselhável.
Um testículo não descido na altura do nascimento pode no entanto fazê-lo espontaneamente durante o primeiro ano de vida. A partir daí, se não desceu ainda, é pouco provável que o venha a fazer. Deve-se então optar pela cirurgia, que deve ser feita antes dos 2 anos a fim de preservar o mais possível a possibilidade do testículo não ser lesado e vir a funcionar normalmente.

Tratamento
Durante a cirurgia, o operador (cirurgião pediátrico ou urologista), liberta o testículo do abdómen e fixa-o dentro das bolsas testiculares (escroto). São necessárias duas incisões: uma na virilha (para aceder ao testículo subido) e outra no escroto (para o puxar e fixar).
Após a cirurgia, e durante algumas semanas, deve evitar traumatizar a área, pelo que não deve andar de triciclo, bicicletas ou fazer actividades que exerçam pressão nessa zona

Testículo retráctil
Por vezes acontece, mesmo em adultos, que um ou mesmo os dois testículos que se retraem e saem mesmo do escroto em reacção ao toque, frio ou medo. É uma situação normal e que não requer qualquer tratamento, a não ser que essa retracção deixe de ser transitória e passe a ser definitiva.

21.4.06

Hiperactividade


Um número significativo de crianças sofre da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade (SDAH).Trata-se de uma desordem muito mais comum nos rapazes do que nas raparigas: 80% a 90% dos casos diagnosticados são de rapazes.A situação torna-se preocupante quando estas crianças começam a frequentar a escola, podendo o seu comportamento comprometer o desempenho escolar.

As crianças hiperactivas manifestam alguns sintomas de falta de atenção que é possível identificar:
apresentam dificuldade em manter a atenção ao executar tarefas ou actividades;
evitam as tarefas que requerem esforço mental persistente;
distraem-se facilmente com estímulos irrelevantes;
não tomam atenção suficiente aos pormenores ou cometem erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades lúdicas;
parecem não ouvir quando se lhes dirigem directamente;
perdem objectos necessários a tarefas ou actividades que terão de realizar.

Eis alguns sintomas de hiperactividade - impulsividade observáveis nas crianças: mexem permanentemente os pés;
levantam-se na sala em situações em que se espera que estejam sentadas;
correm e saltam excessivamente em situações inapropriadas;
apresentam dificuldade em se envolver numa actividades de forma tranquila;
falam em excesso;
respondem antes da pergunta ser completada;
apresentam dificuldade em esperar pela sua vez.

No entanto, para se concluir a presença da SDAH é fundamental que os sintomas persistam por mais de seis meses e se tenham iniciado antes dos sete anos.O educador deve estabelecer regras precisas e consequências claras e não deve utilizar uma linguagem de confronto, de modo a evitar comportamentos inadequados. Deve também alternar actividades paradas com actividades mais activas, ajustando o ritmo.
Encorajar a criança a desenhar pode ser uma forma de ajudar a lembrar determinado assunto abordado.Contar uma história é também uma forma eficaz de captar a atenção, visto que todas as crianças gostam de ouvir histórias, especialmente histórias pessoais. Para as crianças hiperactivas, é importante que o estabelecer e realizar tarefas de forma rotineira.

A escarlatina


A escarlatina é uma doença aguda de natureza infecto-contagiosa. Manifesta-se por febre, dores de garganta e no corpo, bem como por um aspecto típico da pele, que se apresenta de cor vermelha.

O que é:
A escarlatina é uma doença febril aguda de natureza infecto-contagiosa. Os aspectos clínicos mais importantes são febre, faringite (infecção na garganta), inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço e o característico eritema com aspecto picotado da pele de cor vermelha, que dá a sensação de lixa ao toque.A escarlatina é provocada pela infecção por um tipo de Estreptococo beta-hemolítico do grupo A, que produz uma toxina específica. As toxinas podem ser do grupo A, B ou C, sendo as do grupo A as mais agressivas.

Quais as causas:
A escarlatina é provocada pela infecção por Estreptococos beta-hemolítico do grupo A produtores de toxinas.A maior parte dos casos ocorre durante os primeiros anos de vida escolar, entre os 3 e os 15 anos de vida.A doença é mais frequente no Outono, no Inverno e na Primavera.O período de incubação é de 24 a 48 horas.

Quais os sintomas:
A escarlatina começa habitualmente de forma súbita, com febre elevada (40ºC), dor de garganta, dores de cabeça, podendo ocorrer náuseas, vómitos, dor de barriga e dores nas costas e nos membros.Um dos aspectos mais típicos da doença é o eritema, que se caracteriza pelo aspecto rugoso da pele e a cor vermelha. O eritema inicia-se no tronco 12 a 48 horas após o aparecimento da febre e espalha-se por todo o corpo em horas ou dias. Classicamente, verifica-se palidez em redor da boca. O eritema perde a cor vermelha quando se pressiona a pele e verifica-se descamação 7 a 21 dias após o início da doença.A língua mostra-se tipicamente com uma cor muito avermelhada e aspecto inchado e com as papilas vermelhas a que se dá o nome de "língua em framboesa".A faringe e as amígdalas estão muito vermelhas e cobertas de pus.Os gânglios linfáticos anteriores do pescoço estão aumentados de volume e dolorosos.

Como se diagnostica:
O diagnóstico é feito pelo aspecto típico clínico da doença e confirmado pela identificação do estreptococo no exame cultural do exsudado da faringe.

Como se desenvolve:
A febre e os diversos sintomas melhoram muito 24 a 48 horas após o início do tratamento antibiótico.Quando a doença não é tratada correctamente, podem surgir complicações muito importantes, como a febre reumática (que pode surgir em média cerca de 18 dias após a escarlatina) e a glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (que pode ocorrer em média 10 dias depois).Podem ocorrer formas mais ligeiras da infecção que necessitam igualmente de tratamento antibiótico para prevenir as complicações.

Formas de tratamento:
A escarlatina deve ser tratada com antibióticos, como a penicilina em injecção intramuscular ou a eritromicina oral. Existem outros antibióticos também eficazes como a claritromicina, a azitromicina, a amoxicilina e as cefalosporinas.

Formas de prevenção:
A melhor forma de prevenir a escarlatina é diagnosticar e tratar correctamente todos os casos de doença. As crianças doentes devem permanecer em casa e podem regressar à escola depois de medicadas e com pelo menos 24 horas sem febre.

Doenças comuns como diferenciar:
A escarlatina pode confundir-se de algum modo com outras doenças que também provocam febre e manchas vermelhas no corpo, como o sarampo, a rubéola e o eritema infeccioso.

Outras designações:
A escarlatina pode confundir-se de algum modo com outras doenças que também provocam febre e manchas vermelhas no corpo, como o sarampo, a rubéola e o eritema infeccioso.

Quando consultar o médico especialista:
A escarlatina deve ser sempre tratada por um médico.

Pessoas mais predispostas:
A escarlatina confere imunidade parcial, pois o indivíduo doente adquire anticorpos específicos para o tipo de estreptococo que o infectou. As pessoas mais predispostas são as crianças nos primeiros anos de frequência da escola.

Outros Aspectos:
A escarlatina confere imunidade parcial, pois o indivíduo doente adquire anticorpos específicos para o tipo de estreptococo que o infectou. As pessoas mais predispostas são as crianças nos primeiros anos de frequência da escola.

Quando e como deixar a chucha?


Lembre-se que a chupeta não pode substituir o carinho dos pais e, como tal, não deve ser dada sempre que a criança chora. Opte antes por segurá-la ao colo e dar-lhe atenção.
A sucção é um acto instintivo na criança. Mesmo dentro da barriga da mãe, o bebé já "chucha" no dedo. Chuchar é um comportamento que oferece conforto e segurança à criança e deve ser encarado como fazendo parte do seu desenvolvimento normal.O uso da chupeta, assim como a idade a partir da qual o seu uso é desaconselhado, continua a ser objecto de grande controvérsia.A chupeta parece interferir com a amamentação pelo que só deve ser oferecida ao bebé quando este já aprendeu a mamar bem e a mãe já se encontra perfeitamente confiante na amamentação. A partir desse momento, os benefícios da chupeta são vários: proporciona conforto, estimula a sucção e aleitamento, facilita a digestão e fortalece a musculatura oral.Lembre-se que a chupeta não pode substituir o carinho dos pais e, como tal, não deve ser dada sempre que a criança chora. Opte antes por segurá-la ao colo e dar-lhe atenção.A maioria das crianças abandona, espontaneamente, a chupeta por volta do primeiro ou segundo ano de vida. Aos 2-3 anos, a maioria dos pais acha que o filho, que corre e fala com certa fluência, é já "demasiado crescido" para continuar a usar a chupeta . No entanto, a criança ainda é muito imatura do ponto de vista emocional, podendo continuar a chuchar durante mais tempo, sem que isso constitua um problema.Outra grande preocupação dos pais é a dentição. Chuchar intermitente até à erupção da dentição definitiva não prejudicará os dentes do seu filho.A maioria dos autores entende que se deve desencorajar o uso da chupeta a partir dos 2 anos de idade, uma vez que faz parte do seu processo de maturação psicológica.O uso da chupeta é um hábito muito difícil de abandonar, pelo que é necessário apoiar a criança no momento de o fazer. Poderá servir-se de alguns truques para a ajudar:
Não force, nem use métodos drásticos (como a colocação de substâncias amargas na chupeta);
Evite censurar ou fazer comentários negativos;.
Comece a restringir o seu uso: proponha-lhe colocar a chucha num determinado lugar e só a usar quando for muito necessário (quando estiver mais triste, doente ou assustada);
Tente dirigir a atenção do seu filho para outras actividades, sublinhando que estas já são "coisas de gente crescida";
Negoceie: troque a chucha por outro brinquedo que a criança deseje. Contudo, não faça desta atitude um hábito, porque a criança aperceber-se-á do poder da chucha e irá usá-lo para conseguir satisfazer as suas vontades;
Marque uma data com a criança, por exemplo, o seu aniversário, para abandonar a chucha, mostrando que já é "mais crescida";
Mostre-lhe que as pessoas que admira (o irmão mais velho, por exemplo) não usam chupeta;
Felicite a criança pelos progressos adquiridos e recompense-a com uma dose de mimos e brincadeiras;
Tente compreender em que situações a criança necessita mais da chucha para, nesses momentos, lhe dar mais atenção e carinho. Segure-a no colo e distraia-a;
Se a sua criança utiliza a chucha para adormecer, perca algum tempo com ela nesta altura, lendo-lhe um livro, conversando ou contando-lhe uma história.

Parasitose intestinal

O que é a parasitose intestinal
É uma doença que pode ser provocada por um ou, simultaneamente, vários tipos de parasitas que se instalam no intestino dos seres humanos.

Quais as causas
Os parasitas intestinais mais frequentes em Portugal são os nemátodos, como as "lombrigas" (Ascaris lumbricoides), os oxiúros (Enterobius vermiculares), os tricocéfalos (Trichiuris trichiura), os ancilostomas (Ancylostoma duodenale) e os estrongiloides (Strangyloides stercoralis), os céstodos, como as ténias (Taenia solium, Taenia saginata), e os protozoários, como a ameba (Entamoeba histolytica), e a giardia (Giardia lamblia). A Giardia lamblia é um protozoário que se tornou um dos mais frequentes e importantes parasitas intestinais. A infecção por giardia pode ser adquirida por ingestão de água e de alimentos contaminados ou através de contágio pessoa a pessoa, por via fecal-oral, possível no ambiente familiar, numa creche ou instituição ou também no contexto de uma relação homossexual masculina. A forma activa da giardia vive na parte superior do intestino delgado, sendo eliminados quistos através das fezes, que têm a capacidade de infectar a pessoa que os ingerir. Os quistos resistem aos níveis de cloro habitualmente existentes nas águas das redes municipais, mas são destruídos pela fervura.Os oxiúros (Enterobius vermiculares) são muito frequentes, e têm o aspecto de linhas brancas com cerca de 1 cm de comprimento. Vivem no cólon e no recto e durante a noite os parasitas fêmeas deslocam-se para a região perianal para aí colocarem os seus ovos. O Trichiuris trichiura vive fixado à parede do intestino grosso. Os seus ovos são eliminados com as fezes do paciente e permanecem no solo, sendo necessárias duas a quatro semanas para se tornarem infecciosos. Os Ascaris lumbricoides, ou lombrigas, como são vulgarmente conhecidas, podem chegar a medir mais de 30 cm. O Ascaris vive na parte superior do intestino delgado. Cada parasita fêmea pode produzir cerca de 200.000 ovos por dia, que são eliminados pelas fezes do portador. Os ovos permanecem no solo, sendo muito resistentes a diferentes condições climáticas, podendo manter a capacidade de infectar durante meses. Os ovos do parasita são ingeridos, quer pelas mãos sujas da criança que brinca, quer por ingestão de alimentos crus (frutos ou vegetais) contaminados com produtos de fezes. Após os ovos terem sido ingeridos, desenvolvem-se larvas no intestino, que atravessam a parede deste, entram em circulação, dirigem-se aos pulmões, de onde se deslocam dos alvéolos à traqueia, para serem deglutidos e se desenvolverem no intestino como parasitas adultos.

Quais os sintomas
Os parasitas intestinais podem provocar sintomas gerais, como falta de apetite, vontade de vomitar (náusea), vómitos, cansaço, diarreia ou cólicas intestinais, podendo alguns dos parasitas provocar problemas específicos.O sintomas mais comum da infecção por Giardia é a diarreia, que pode ser aguda ou intermitente. As fezes são habitualmente muito mal cheirosas. As crianças atingidas podem manifestar também falta de apetite, cólicas abdominais, flatulência e perda de peso. Por vezes a criança apresenta sinais mais graves de doença, como distensão abdominal, má absorção de gorduras e lactose, e atraso de crescimento. No entanto, cerca de 76% das pessoas afectadas não apresenta qualquer sintoma.A principal manifestação da infecção por oxiúros é o prurido anal, provocada por uma reacção alérgica às proteínas do parasita. O acto de coçar podem provocar escoriações. Nas raparigas pode surgir prurido e desconforto vaginal. Ao coçar-se, o doente pode voltar a infectar-se por via oral, com as mãos sujas, ou provocar a doença em outras pessoas. A maioria dos portadores de oxiúros não apresenta, no entanto, qualquer sintoma. Nalgumas crianças com Trichiuris trichiura, a infecção manifesta-se por dor umbilical e diarreia, que pode por vezes ser intensa e chegar a produzir prolapso rectal. A criança pode manifestar também anemia e má nutrição, sobretudo quando está infectada por vários tipos de parasitas intestinais. A maioria das pessoas infectadas com Ascaris pode não ter sintomas ou ter apenas algumas dores abdominais. Por vezes, tem conhecimento da sua infecção, quando uma lombriga é observada nas fezes ou então é expelida pela boca ou pelo nariz. Nalguns doentes pode desenvolver-se má nutrição e por vezes acumulam-se muitas lombrigas no intestino, provocando um quadro de obstrução, com vómitos, dor abdominal e distensão abdominal. Em alguns doentes pode desenvolver-se um quadro de dificuldade respiratória, semelhante a uma pneumonia.

Como se diagnostica
O diagnóstico da infecção por Giardia pode ser feito de várias formas. A análise no laboratório de 3 amostras de fezes, revela quistos de Giardia em 50 a 90% dos doentes. Por vezes é necessário recorrer a endoscopia intestinal e biopsia do intestino delgado para estabelecer um diagnóstico definitivo.O diagnóstico de oxiúros é feito pela observação de parasitas na criança ou nas suas roupas, podendo realizar-se um teste com fita adesiva na região perianal que se examina ao microscópio para detectar a presença de ovos. As análises de amostras de fezes no laboratório raramente mostram a presença de oxiúros.O diagnóstico de Trichiuris trichiura e de Ascaris é feito por análise no laboratório de amostras de fezes.Como se desenvolve A parasitose intestinal pode ser detectada e tratada com bons resultados, sobretudo nos doentes que apresentam sintomas. Quando a infecção não manifesta sintomas, pode evoluir de forma crónica durante muito tempo até provocar problemas como, por exemplo, a dor abdominal ou a má nutrição.A evolução da doença depende do parasita em causa, da quantidade de parasitas presentes, do estado geral de saúde do doente e das suas capacidades de defesa, sendo o tratamento na maior parte dos casos eficaz, desde que se cumpram as normas de prescrição e os cuidados gerais de higiene e de tratamento das pessoas (e animais domésticos, quando indicado), que contactam com o doente.

Formas de tratamento
O tratamento é feito com medicamentos, devendo ser respeitados os cuidados habituais de higiene.

Formas de prevenção
A melhor forma de prevenir as parasitoses é respeitar e cumprir as normas de higiene comuns, como:
manter os alimentos e os depósitos de água bem cobertos;
beber apenas água potável,
ou ferver a água por 10 minutos;
lavar bem os alimentos como verduras, frutas e hortaliças;
manipular os alimentos sempre com as mãos limpas;
cozinhar bem as carnes, antes de consumi-las;
não deixar as crianças brincarem em águas de enchentes, lagos e fontes;
lavar com frequência as roupas interiores e de cama;
manter sempre os sanitários limpos;
lavar as mãos antes de comer, antes e depois de ir aos sanitários;
manter sempre limpas e cortadas as unhas dos pés e das mãos;
e tomar banho com frequência.

Doenças comuns como diferenciar
Existem outras doenças que podem provocar dores abdominais, perda de peso e períodos de diarreia, cuja possibilidade o médico assistente avalia através da história clínica, da observação e de exames complementares apropriados. Outras designações Helmintíase.Quando consultar o médico especialista Sempre que se suspeita da existência de parasitose intestinal, deve ser consultado o médico assistente para orientar o tratamento.Pessoas mais predispostas As crianças, pelas suas actividades, estão mais predispostas ao contágio através das suas mãos, que facilmente sujam e colocam na boca.
Outros Aspectos
As crianças, pelas suas actividades, estão mais predispostas ao contágio através das suas mãos, que facilmente sujam e colocam na boca.

Piolhos

Como eliminar os piolhos
O seu filho apanhou piolhos? Descanse, estes parasitas não são sinónimo de falta de higiene em casa. Na verdade, são insectos que se transmitem com facilidade e, por isso, devemos combatê-los sem tréguas. Geralmente, uma loção ou um champô bastam para resolver o problema.
O piolho-de-cabeça ataca com facilidade qualquer couro cabeludo que esteja por perto. Pode-se apanhá-lo através do contacto ocasional com uma cabeça infestada, gorros, chapéus ou, mesmo, de uma peça de roupa que ficou perto da nossa, num certo cabide.
Antigamente, quem tinha piolhos sofria um duro castigo: o cabelo era totalmente rapado, sem piedade. Este tratamento radical é sempre traumatizante para a criança. Felizmente, já não precisamos de recorrer à "máquina zero". Hoje em dia, existe uma grande variedade de produtos que nos desembaraçam destes intrusos, sem necessidade de rapar o cabelo.

Tipo de loções
Dividimos os champôs e as loções anti-piolhos em três grandes grupos, tendo por base o seu princípio activo.
Os piretróides são eficazes e pouco tóxicos para os mamíferos, como é o caso dos humanos. Não são conhecidos casos de envenenamento devido à acção destas substâncias. No entanto, a sua utilização pode provocar algumas irritações locais. Por outro lado, quem for asmático ou sofrer de eczema deverá procurar o conselho do médico, antes de recorrer a um tratamento à base de piretróides. No seu estado natural, as piretrinas (retiradas do crisântemo) têm o inconveniente de se degradar rapidamente. Por isso, quase todos os piretróides utilizados nos champôs e nas loções são produtos sintéticos (produzidos artificialmente), mais estáveis e eficazes do que os seus congéneres naturais. A bioaletrina, a permetrina e a d-fenotrina são, igualmente, piretróides de síntese tóxicos para os peixes e abelhas, mas sem perigo para as pessoas. O butóxido de piperonilo também é muito utilizado em produtos à base de piretróides, porque evita a sua degradação e reforça (potencia) o efeito dos piretróides. Segundo alguns especialistas, o uso repetido e incorrecto destes insecticidas pode causar fenómenos de resistência. Ou seja, os piolhos criam as suas defesas e o tratamento à base de piretróides acaba por não ser eficaz. Quando este fenómeno ocorre, teremos de recorrer a outro tipo de produtos, como, por exemplo, o lindano.
O lindano é um insecticida à base de cloro, da mesma família do DDT. A sua eficácia no tratamento dos piolhos é reconhecida, embora não seja superior à dos piretróides. Em doses excessivas, o lindano é muito tóxico, quer seja inalado, ingerido ou mesmo por simples contacto com a pele. São vários os sintomas de uma intoxicação aguda: náuseas, vómitos, parestesias (anomalia na percepção das sensações, como, por exemplo, uma sensação de formigueiro na pele), convulsões, coma e paragens respiratórias. Já foram, igualmente, detectados casos de toxicidade ao nível do fígado, dos rins e do coração, assim como casos de anemia. O lindano foi, inclusivamente, proibido no Japão. Noutros países (como, por exemplo, nos EUA), existem fortes reservas ao uso do lindano, devido à sua toxicidade e aos efeitos desta substância no meio ambiente. Em Portugal, ainda recorremos ao lindano para combater os piolhos. A concentração máxima de lindano permitida por lei é de 1%, e este limite é geralmente respeitado.
A crotamitona é um escabicida eficaz contra as doenças de pele provocadas por ácaros, como a sarna. Também desempenha, com sucesso, o papel de antiparasita.

Como prevenir?
Infelizmente, não existe nenhum meio de prevenção eficaz contra os piolhos. Nem mesmo uma higiene rigorosa ou as lavagens frequentes salvaguardam as crianças destes parasitas. No entanto, se suspeitar de que o seu filho tem piolhos, é indispensável estender o tratamento a todos os membros da família e fazer uma desinfestação geral das roupas (ver a seguir).
Algumas escolas recomendam, sistematicamente, o uso de champôs antipiolhos antes do inicio das aulas. Este tratamento é inútil e até desaconselhável pois o uso preventivo dos champôs pode criar fenómenos de resistência nos piolhos

Como evitar contágios
Uma criança que seja portadora de piolhos pode contaminar rapidamente todos os colegas de turma ou de brincadeiras e a família. Assim, é importante "cortar o mal pela raiz", para evitar o contágio.
Se a escola informar que um colega do seu filho está com piolhos, lave a cabeça da criança com um champô antipiolhos. Não se limite a tratar a cabeça, desinfecte também tudo o que esteja em contacto com os cabelos: chapéus, bonés, gorros, roupa da cama, etc. Repita o tratamento completo uma e duas semanas mais tarde.
Se o seu filho está infestado, avise imediatamente a escola. Não se esqueça de desinfestar todos os locais que possam ser um ninho privilegiado de piolhos, como, por exemplo, os lençóis, as mantas, etc. Se tiver alcatifas, aspire bem o chão e aproveite para aspirar os sofás. De nada serve tratar os animais domésticos por este motivo, uma vez que estes não são portadores de piolhos.
A eficácia de um champô pode não ser suficiente para o sucesso do tratamento antipiolhos principalmente se o produto não for bem aplicado.
Aqui ficam os conselhos mais importantes:
- ensope bem os cabelos com o champô;
- massage bem o couro cabeludo, principalmente a nuca e as zonas à volta das orelhas;
- deixe actuar, pelo menos, 10 minutos, no caso dos produtos à base de piretróides, e quatro minutos, para os champôs à base de lindano;
- não aplique o champô no banho, porque o insecticida tende a ser absorvido pela pele;
- se desejar, lave de seguida o cabelo com um champô clássico, passe bem por água e adicione vinagre à última enxaguadela (para dissolver a cola das lêndeas);
- passe um pente fino no cabelo, madeixa a madeixa, começando na raiz do cabelo;
- faça um novo tratamento completo uma semana mais tarde. Passados 15 dias, volte a repeti-lo. Assim, os parasitas que tenham sobrevivido não têm tempo para se reproduzir e serão eliminados

O tratamento
Os champôs matam os piolhos adultos que estejam na cabeça, mas não eliminam os piolhos aninhados nas roupas Assim, é preciso recorrer a outros meios de desinfestação.
Os piolhos são muito sensíveis ao calor. Verificámos que uma temperatura de 54°C, durante meia hora, ou de 60°C, durante um quarto de hora, é suficiente para os matar. Poderá desinfectar as roupas da criança e, se necessário, de toda a família lavando-as a 60°C.
Quanto aos pentes e às escovas, deverá mergulhá-los em água muito quente (mais de 60°C), pelo menos, durante cinco a dez minutos.
Para desinfestar os objectos que não podem ser aquecidos (colchões, por exemplo), embrulhe-os em plástico durante 10 dias. Os piolhos, como todos os parasitas, necessitam de sangue para se alimentar e sobreviver. Bastam 48 horas sem alimento para matar os piolhos adultos. Assim, um período de dez dias de "quarentena plástica", é suficiente para exterminar, de uma só vez, piolhos e lêndeas.
Finalmente, aspire cuidadosamente a casa, de maneira a apanhar piolhos "fugitivos", esquecidos pelos cantos.
Só por curiosidade: um piolho consegue trepar 20 centímetros na vertical num minuto e 25 segundos...

Otites

As otites podem ser causadas por vírus ou bactérias. O seu tratamento deve ser orientado pelo pediatra ou pelo médico de família que, quando necessário, encaminha os pais para um médico especialista-otorrinolaringologista.
As otites são uma das causas mais frequentes de visita ao pediatra na infância. Cerca de 20% das crianças com menos de 4 anos de idade têm pelo menos uma otite por ano.A dor de ouvidos e a febre são os sintomas mais frequentes. Mas, nas idades mais precoces, o sinal é muitas vezes uma mudança de humor ou alguma irritabilidade, por vezes acompanhada de alguns gritos ou choro (que não deixam dúvidas aos pais que não são de alegria) e febre. A observação dos ouvidos pelo médico é sempre imprescindível. Este confirmará o diagnóstico de otite média aguda se, ao realizar o exame dos ouvido, descobrir sinais de inflamação da membrana do tímpano. Ocasionalmente ocorre a perfuração desta membrana saindo pus pelo canal auditivo externo. Quando isso acontece, pode limpar-se o ouvido externo com um pouco de algodão embebido em soro fisiológico ou água tépida, mas deve deixar-se sair o pus, evitando tapar o canal auditivo.As otites podem ser causadas por vírus ou bactérias. O seu tratamento deve ser orientado pelo pediatra ou pelo médico de família que, se necessário, encaminhará os pais para um médico especialista-otorrinolaringologista. A dor poderá ser combatida com analgésicos e, por vezes, além do antibiótico poderá também ser útil recorrer à utilização de descongestionantes nasais.As otites agudas, quando são recorrentes, podem levar à otite serosa crónica. Esta, para além da dor de ouvidos que provoca, resultante das alterações de pressão por obstrução da trompa de Eustáquio, constitui uma causa frequente de défice auditivo na criança. Se a perda de audição não for detectada e tratada precocemente, poderá interferir no desenvolvimento normal da linguagem e, mais tarde, causar mesmo dificuldades de aprendizagem na escola.As amígdalas e as adenóides aumentam de tamanho até cerca dos 7 anos de idade e regridem a partir dessa idade. Muitas crianças têm amígdalas grandes, mas em si mesmo o tamanho das amígdalas não é motivo para cirurgia.Quando a hipertrofia das adenóides é responsável por um considerável estreitamento do espaço nasal posterior pode justificar-se a sua remoção cirúrgica (adenoidectomia) se:
a criança tem otite serosa crónica associada a perda de audição (neste caso pode ser benéfica a colocação de tubos de ventilação);
obstrução das vias áreas superiores, traduzida por ressonar, respiração pela boca, mantendo a criança a boca constantemente semiaberta, podendo até babar-se um pouco;
hipoxemia (baixa da taxa de oxigénio no sangue) durante o sono;
apneia obstrutiva do sono (mais grave). Nesta situação a criança ressona muito alto, respira com grande esforço e apresenta paragens respiratórias de 30 a 45 segundos. Estas perturbações durante o sono vão ter como repercussão a sonolência durante o dia e podem provocar atraso de crescimento e de desenvolvimento da criança.
A cirurgia nestas situações é habitualmente curativa. Em todos os casos a decisão terapêutica deve ser tomada pelos pais, devidamente informados e aconselhados pelo pediatra da criança e médico cirurgião otorrinolaringologista. É importante que os pais se sintam à vontade e coloquem todas as questões ao médico. Acontece que, por vezes, os pais têm muitas perguntas que gostariam de fazer mas, no momento, em que estão com o médico esquecessem delas. Uma sugestão simples é escreverem-nas num papel ou caderno que levem para a consulta.Considero que é importante um diagnóstico correcto das otites assim como o seu tratamento correcto e atempado.

Amigdalites (Anginas)

As amígdalas
De cada lado da garganta, ao fundo, podem ser observadas duas saliências carnudas que são as amígdalas. Fazem parte de uma cadeia de tecido linfóide que tem como função fazer uma defesa contra a infecção, sobretudo em zonas especialmente expostas como é o caso da garganta. No caso de haver uma infecção ficam inflamadas, mais vermelhas, aumentado de volume, e muitas vezes cobertas total ou parcialmente por membranas esbranquiçadas ou amareladas. É o que se chama uma amigdalite.

Sintomas
A amigdalite aparece geralmente como parte de uma infecção generalizada da faringe (garganta), e os sintomas mais comuns são dores de garganta, dificuldade na deglutição, febre, perda de apetite e arrepios. Os gânglios do pescoço podem aparecer inflamados e sensíveis. Nas crianças mais pequenas pode não haver queixas a nível de garganta e os sintomas serem apenas perda de apetite, febre ligeira e diminuição da actividade normal.

Causas da amigdalite
Pode ser devida a uma infecção por vírus ou por bactérias, sendo os sintomas geralmente semelhantes. A importância em saber a origem da infecção está no tratamento a ser adoptado: enquanto nas amigdalites por bactérias (normalmente da família dos estreptococos) se deve fazer um tratamento com antibióticos, nas virusais não se devem utilizar aqueles medicamentos. O método mais seguro para distinguir o tipo de infecção é através de uma análise (cultura) das secreções purulentas da amigdalite, colhidas por uma simples zaragatoa e enviadas a um laboratório. Infelizmente essa prática ainda não pode ser seguida na maioria dos casos no nosso país, e assim o tratamento instituído é feito segundo critérios clínicos, intuição do médico e, muitas vezes, compreensível mas erradamente, por pressão dos doentes ou seus familiares. O objectivo principal da cultura é averiguar da existência de estreptococos do grupo A, que aparecem em cerca de 30% das situações e que podem levar a complicações graves no caso de não serem tratadas ou serem tratadas incompletamente. Falaremos dessas complicações mais adiante. Nos outros 70% de casos, a infecção é causada por vírus ou, raramente, por outras bactérias. Os vírus mais frequentes são o adenovírus, influenza (gripe), Epstein-Barr, parainfluenza, herpes simplex e enterovirus.

Duração
O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença, é em média de 7 dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos. Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de 18 horas (no influenza) até 8 semanas (Epstein-Barr). No caso dos vírus a doença pode demorar 2 a 5 dias, dependendo do tipo, estando a maioria das pessoas totalmente recuperadas ao fim de uma semana a 10 dias. Se a infecção for devida ao estreptococos a febre passa ao fim de 3 a 5 dias. A cura pode ir até aos 10 a 12 dias (com antibiótico), mas o regresso das amígdalas e gânglios ao seu aspecto e tamanho normais pode demorar semanas.

Contágio
O risco de contágio é elevado e geralmente faz-se por contacto com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim , tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são directamente inaladas por quem estiver no seu trajecto. Também os copos, talheres, e outros objectos que contactarem com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus. Se é difícil evitar o contágio através do espirro ou tosse, já será mais fácil minimizar os riscos lavando a louça e talheres do doente à parte, lavando as mãos com frequência e mesmo isolando o mais possível o doente em relação principalmente às crianças ou idosos que possam habitar a mesma casa.

Tratamento
Aliviar os sintomas
Uma parte importante do tratamento consiste no alívio dos sintomas que acompanham a doença. Assim, a febre e as dores podem ser controladas com antipiréticos/analgésicos como por exemplo os medicamentos à base de paracetamol, ou de ibuprofeno, que se podem inclusivamente dar e forma alternada. Com excepção do caso do paracetamol que pode ser dado de 6 em 6 horas, ou eventualmente menos se assim for determinado pelo médico, não é conveniente repetir o mesmo medicamento antes de passadas 8 horas da toma anterior. Por isso, no o caso de ser necessário baixar a febre em períodos inferiores a 8 horas, pode ser útil a alternância da medicação. De qualquer modo, importa salientar que abaixo dos 38º de temperatura não há razão para fazer baixar a febre. As dores de garganta, especialmente nas crianças, colocam problemas com a alimentação devido à dificuldade em engolir. O melhor será adoptar uma dieta à base de sopas nutritivas, iogurtes, sumos, ou batidos. É muito importante fazer uma boa hidratação pelo que se devem ingerir bastantes líquidos. Também se deve ter cuidado em evitar que o ambiente seja muito seco, o que é frequente acontecer com a utilização de aquecedores ou ar condicionado. Nesses casos pode-se fazer a humidificação do ar mediante a produção de vapor fervendo um recipiente com água (com as devidas precauções em relação acidentes) ou usando mesmo humidificadores próprios.
No caso de se tratarem de amigdalites causadas por vírus, a maioria como vimos, apenas são necessários estes cuidados a não ser que ao fim de 2 a 5 dias não haja melhorias. Nesse caso deve ser novamente contactado o médico.
Antibióticos
Infelizmente é muito comum, sobretudo quando os doentes são crianças, haver uma pressão muito grande por parte dos pais para serem receitados antibióticos logo que se manifestam os primeiros sintomas, ou se estes persistem por mais que 1 ou 2 dias. O mesmo se passa também frequentemente com muitos adultos. É uma atitude totalmente errada no caso de se estar na presença de uma amigdalite virusal não complicada (a maioria) e que pode ser bastante prejudicial tanto na evolução da doença (os vírus não são afectados e, pelo contrário, beneficiam muitas vezes com os antibióticos), como no restabelecimento das defesas naturais do organismo. É aliás vulgar haver doentes que ao fim de 2 dias ou 3 resolvem tomar antibióticos por sua iniciativa e pensar que o desaparecimento dos sintomas decorridas mais 24 ou 48 horas se deveu a isso. O facto é que a infecção virusal passaria à mesma ao fim desse tempo sem qualquer antibiótico. A única diferença é que com esse "tratamento" se criou uma eventual resistência ao antibiótico e se diminuíram as defesas naturais (para além de se ter gasto mais dinheiro...).
No entanto, em pouco mais de 30% das amigdalites pode estar em causa uma infecção por estreptococos ou outro tipo de bactérias. Nesse caso, é importante fazer o tratamento com antibióticos. O método mais seguro para saber se a infecção é ou não bacteriana é através de uma análise (cultura) das secreções purulentas da amigdalite, colhidas por uma simples zaragatoa e enviadas a um laboratório. Também existem testes rápidos que podem ser utilizados durante a consulta uma vez que demoram 10 a 30 minutos. No nosso país este tipo de procedimento ainda está longe de ser generalizado, pelo que geralmente o médico se orienta por critérios clínicos ou intuição.
O tratamento de primeira linha é a penicilina, mas que em Portugal apenas existe na sua forma injectável, pelo que se deverá recorrer à amoxicilina.

Complicações
No caso de não se fazer o tratamento adequado de uma amigdalite bacteriana com o antibiótico adequado e durante o tempo indicado, corre-se o risco de se evoluir para uma febre reumática com posteriores eventuais complicações articulares (inflamação e dores crónicas), cardíacas (insuficiência valvular), cerebrais ou de pele.

Operar ou não operar
Existem vários critérios e mesmo "escolas" no que respeita a fazer ou não a extracção das amígdalas (amigdalectomia). Se é verdade que muitas crianças com amigdalites de repetição beneficiam largamente com essa operação, também se deve considerar que é importante preservar a integridade anatómica da orofaringe tanto quanto o possível.
Como regra geral, pode haver vantagens em operar nos casos em que hajam sete ou mais episódios por ano ou cinco ou mais em dois anos seguidos.
Mas é sempre uma situação a estudar caso a caso.

Adenóides

Não é habitual que se submeta uma criança à uma sala de cirurgia. Contudo, há um procedimento cirúrgico que é quase um clássico na idade infantil: a extração das adenóides, uma formação de tecido linfático situado na zona de transição entre o nariz e a garganta que aparece no segundo mês de vida.As adenóides alcançam seu tamanho máximo durante a puberdade, momento em que começam a diminuir. Seu crescimento (que no jargão médico se denomina hipertrofia de adenóides)ou sua infecção crônica ocorrem durante a infância, mas sua extração (adenoidectomia) está justificada somente em casos de obstrução nasal persistente e em casos de infecções freqüentes.Trata-se de uma intervenção excepcional em adultos.As adenóides são formadas por um tecido similar ao das amígdalas, que estão situadas na parte posterior do nariz. Não são visíveis quando se inspeciona a boca porque ficam escondidas atrás do palato. Junto com as amígdalas podem sofrer desde processos infecciosos até tumorais. As mais freqüentes são as inflamações provocadas por infecções virais ou bacterianas (por exemplo, amigdalites).Os cientistas acreditam que as adenóides funcionam como parte do sistema imunológico, filtrando os germes que tentam invadir o corpo, e que ajudam no desenvolvimento de anti-corpos para os germes. Isto ocorre principalmente durante os primeiros anos de vida, tornando-se menos importante no decorrer dos anos.Segundo dados do Instituto Otorrinolaringológico Fundação Arauz, em Buenos Aires, as crianças que extraem as amígdalas ou as adenóides não sofrem perdas na sua resistência, porque outros tecidos linfáticos do organismo suprem as suas funções.Sintomas de alertaDistintos processos – como infecções reiteradas, alergias ou fatores irritantes- podem provocar um aumento de tamanho das adenóides fazendo com que persista a inflamação. Estes quadros clínicos sem gravidade, podem repetir-se e chegar a colocar em risco a vida do paciente.Os especialistas concordam que a extração das adenóides está justificada somente no caso de obstrução nasal persistente ou de infecções repetidas, que provocam freqüentes otites, ou secreção persistente em um ou ambos ouvidos. Para estabelecer o diagnóstico, baseiam-se nos sintomas, no exame físico e no estudo radiográfico.A criança ou o adulto com adenóides aumentadas ou com infecção de adenóides podem apresentar alguns dos seguintes sintomas:· Dificuldade de respirar pelo nariz, o que leva a que respire normalmente pela boca.· Fala como se o nariz estivesse obstruído.· Respira ruidosamente.· Ronca durante o sono.· Pode ter apnéia (deixa de respirar durante alguns segundos enquanto dorme)· Secreção nasal, com muco permanente no nariz.· Tosse noturna.· Otites agudas freqüêntes· Gânglios no pescoço.· Repercussão geral e perda de peso, principalmente nos lactantes.· FebreA soluçãoO tratamento inicial das infecções das adenóides são os antibióticos. Não obstante, ocorre que estes transtornos geralmente são recorrentes, e as adenóides hipertrofiadas causam verdadeira dificuldade de respirar, com apnéia e problemas na fala, além de influir na aparição de otites. O otorrinolaringologista indicará então, sua extração cirúrgica.A adenoidectomia é uma intervenção rápida (em torno de meia hora), que se faz com a ajuda de um instrumento que se introduz pela boca e permite a extração de grande parte do tecido adenoedeano.“Cada vez menos se realiza junto com a extração das amígdalas, mas se pode fazer colocando tubos de ventilação através do tímpano. Isto se realiza para favorecer a ventilação do ouvido médio e é indicada em casos de otites médias agudas de repetição, otites com perda auditiva e em casos de retração do tímpano”, explicam os otorrinolaringologistas da Fundação Arauz. Esta intervenção se realiza uma vez comprovado que não acontece uma absorção espontânea da secreção do ouvido e que a inflamação não responde ao tratamento farmacológico.O tubo de ventilação é expulso espontaneamente entre 3 mêses e 1 ano depois de sua inserção e, habitualmente, o tímpano fecha-se completamente.Contudo, e apesar de se tratar de uma intervenção ambulatorial, os profissionais do Instituto Otorrinolaringológico da Fundação Arauz fazem as seguintes advertências:· É necessário permanecer em jejum oito horas antes da operação.· A operação deve realizar-se com anestesia geral, em um centro cirúrgico, sob a vigilância de um anestesista e com o monitoramento necessário para controlar todas as constantes e minimizar os riscos.· O cirurgião extrairá as adenóides através da boca, sem realizar incisões na pele. · A extração das adenóides não influi de maneira negativa nas defesas do organismo. A função das adenóides será suprida por outros tecidos do organismo.· Na maioria dos casos, o tempo de permanência no hospital é de 5 a 10 horas.· Quando se dá alta ao paciente, o otorrinolaringologista prescreverá o tratamento com antibióticos. Geralmente não é necessário indicar tratamento para dor.Quais são os riscos da adenoidectomia?A adenoidectomia é realizada com anestesia geral e isto implica em um risco igual a qualquer outra operação. Felizmente, graças as medidas de controle e os novos fármacos anestésicos este risco é mínimo.Uma complicação da adenoidectomia é o sangramento, que é menos freqüente que na retirada das amígdalas. Esta complicação pode ser minimizada seguindo as recomendações de seu médico para o período pós-operatório.Quando a hemorragia ocorre, na maioria das vezes é escassa e cessa espontaneamente. Entretanto, em algumas ocasiões, é necessário o ingresso do paciente no hospital para controlar o sangramento.Que cuidados devemos ter após a operação de adenóides?Após a intervenção de adenóides forma-se na zona operada uma crosta, que não deve ser retirada bruscamente para evitar o risco de sangramento. Por isso, é conveniente o repouso relativo e evitar exercícios bruscos. Nos primeiros dias posteriores a intervenção se deverá seguir uma dieta leve e fria. Há medicamentos como o ácido acetilsalicílico (aspirina) que interferem na coagulação, procure evitá-los, antes e depois da intervenção.

Falta de apetite nas crianças

Ele não quer comer, chora à mesa e parece que não cresce. Será anorexia?
Muitos pais preocupam-se quando os filhos não estão a comer naquilo que eles consideram ser em condições, mas nem sempre aprofundam o porquê dessa situação. As preocupações vão para o facto da pouca quantidade de comida ingerida, para os seus gostos e para o relativo pouco desenvolvimento da criança.
Mas a redução do apetite é algo comum aos mais novos. Entre o 1º e o 3º ano de idade, a criança vai tornando-se progressivamente mais selectiva e independente sobre aquilo que deseja comer e é normal que o peso e o apetite diminuam.
E começa a preocupação dos pais que por vezes chega a tornar a mesa das refeições num autêntico campo de batalhas, com gritos, promessas e choros, o que serve apenas para enervar ambos os lados, sem que se consigam alcançar resultados concretos.
Há determinados períodos durante a vida da criança em que o apetite tem tendência para diminuir, seja na altura do nascimento dos dentes, devido a problemas emocionais com o nascimento de mais um irmão ou morte de alguém querido ou de um animal de estimação, a adaptação ao infantário ou mesmo períodos de desaceleração do crescimento.
Se a criança se recusa a comer, a única opção é retirar-lhe o prato da mesa, calmamente e deixá-la sossegada, inquirindo, depois da refeição os motivos para a falta de apetite. Levar a situação para limites do catastrófico não ajuda ninguém e só vai dar à criança mais uma arma para ela jogar quando desejar algo dos pais. A recusa em alimentar-se é a melhor maneira de chamar a atenção destes.
Muitas das vezes os problemas de anorexia dos mais novos são o resultado das atitudes erradas dos pais no que respeita à alimentação dos filhos. A sua atitude é decisiva para educar os filhos à mesa. Existem algumas regras de ouro que deve seguir para não levar o seu filho a encarar a comida como algo repugnante.
Primeiro que tudo, nunca insista para que ele coma. Se não quer mais é porque não tem vontade. Mais tarde será ela a pedir-lhe algo.
· Nunca deixe petiscos que possam estragar o apetite à mão dos mais pequenos, porque eles não vão resistir.
· Dizer sempre sim é errado, porque ele não vai ter limites e vai sempre abusar das guloseimas fora das refeições. O ideal são seis refeições diárias: pequeno-almoço, um lanche, o almoço, o lanche da tarde e o jantar.
· Ameaçar com castigos e obrigar a criança a comer apenas vai aumentar a sua repulsa em relação à comida.
· Brincar à mesa fazendo aviõezinhos e carrinhos apenas serve para os bebés. Os mais velhinhos devem aprender que a hora das refeições é algo sério e acima de tudo onde devem respeitar algumas regras de boa educação.
· Não ceda se ele disser que não gosta de algo sem provar, nem substitua a refeição quando ele não gosta. É essencial comer um pouco de tudo.
· E por isso tenha atenção à variedade, de forma a oferecer todos os nutrientes que a criança precisa.
· Dê o exemplo: vai comer um hamburguer e quer que ele coma cenouras cozidas?
A comida é algo muito importante para as crianças e por isso é preciso uma atenção especial quer na sua confecção, para evitar problemas gástricos, quer na sua apresentação. Esta deve ser divertida e o mais variados possível. Os alimentos devem estar cortados em bocadinhos para que os possam agarrar facilmente com a colher ou com a mão. As crianças entre os 3 e os 4 anos gostam de identificar e brincar com a comida, por isso coloque de lado os caldos e molhos e opte por alimentos crocantes, como tiras de cenoura ou de outros legumes, torradas e biscoitos. Os alimentos cremosos são também uma boa opção como purés de batata ralos e pudins.
Uma alimentação saudável na infância irá ajudar o seu filho a uma vida mais saudável, onde não terá problemas de peso nem de dentição, e nada melhor que seguir a mesma dieta que ele. Mal não lhe fará e os bons exemplos vêm de cima.

20.4.06

Manobras de Heimlich.

Crianças ou adultos conscientes deve-se fazer:
Coloque-se atrás da vítima, envolva-a com ambos os braços, cerre o punho de uma das mãos e o coloque sobre o osso do peito que une as costelas (cuidado para não fazer força nas costelas, poderá parti-las) mais ou menos 3 dedos acima do final desse osso (o osso termina perto do estômago).

Colocar a outra mão espalmada sobre a primeira e fazer uma forte pressão para dentro (a força deve ser exercida perpendicularmente) Caso seja necessário repetir 6 vezes Em gestante ou obesos, efetue as compressões no osso Esterno. Repita os passos anteriores até a desobstrução ou até a chegada de socorro adequado.

Crianças ou adultos inconscientes deve-se fazer:

Colocar a vítima deitada de costas no chão.
Coloque-se de joelhos á altura do toráx da vítima
Posicionar a base das mãos no peito da vítima (no mesmo sítio onde explica atrás)
Fazer pressão perpendicularmente
Caso seja preciso repetir 6 vezes
Tentar remover o objecto utilizando os dedos indicador + médio (como pinça)

Obstrução Respiratória (Bebê)



Verifique a inconsciência.

Abra as Vias aéreas e verifique a Respiração.

Se não respira, efectue duas insuflações boca a boca e nariz.

Se o ar não passa (o tórax não se eleva), repita a abertura das vias aéreas e as insuflações. Se persistir a obstrução, segure o bebê emsuas mãos. Se o ar não passa (o tórax não se eleva), repita a abertura das viasaéreas e as insuflações. Se persistir a obstrução, segure o bebê em suas mãos.

Vire o bebê de bruços e efectue 5 pancadas entre as escápulas do bebê.



Vire o bebê de barriga para cima, visualize a linha dos mamilos e coloque dois dedos no Esterno, abaixo desta linha e efectue 5 compressões.

Após as manobras, tente visualizar e retirar o objeto estranho.

Se não respira e persiste a obstrução, repita os passos anteriores, até a desobstrução, ou até a chegada de socorro adequado.

Manobras de ressuscitação

Deve-se:
Ligar para o 112 e descrever a situação

Enquanto não chega o socorro fazer:





Rodar a cabeça levantando o maxilar, verificando a respiração e removendo qualquer objecto estranho, por exemplo rebuçados, dentaduras.









Tapar o nariz da vítima com os dedos e fazer 2 insuflações.





Posicionar as mãos sobre o peito




Comprimir o peito mais ou menos 3 ou 4 cm, fazer 15 compressões

Continuar com 2 insuflações e 15 compressões até chegar ajuda.

Caso tenha dúvidas é preferível não fazer, uma manobra mal feita pode causar a vida da vítima

Asfixia ou engasgamento


Obstrução parcial ou total das vias respiratórias através de um objecto por exemplo carne, rebuçado, etc
Também pode ser asfixia caso a vítima coloque um saco na cabeça, enrole uma corda ao pescoço, cabeça ficar presa na cama de grades, neste caso se a vítima ficar inconsciente fazer as Manobras de ressuscitação

Deve-se:
Encorajar a vítima a tossir
Caso o objecto não saia, fazer as manobras de Heimlich

Nunca fazer:
Meter os dedos na boca para fazer a vitima vomitar, pode engolir o vómito e este ir para os pulmões

Ir á emergência:
Caso não se consiga remover o objecto
Vitima entrar em pânico

Kit de socorrismo


Medicamentos a integrar um estojo de primeiros socorros

Analgésicos/ antipiréticos (dores / febre) para adultos
Adesivo anti-alérgico
Álcool (apenas para desinfectar as mãos do socorrista)
Analgésicos/ antipiréticos (dores / febre) para crianças
Antieméticos (perturbações gástricas)
Anti-Histaminicos (alergias)
Compressas de gaze esterilizada (vários tamanhos)
Desinfectante tópico para tratamento de feridas
Gelo instantâneo
Ligaduras de gaze
Ligaduras elásticas
Pensos rápidos (vários tamanhos)
Seringas e agulhas várias
Soro fisiológico
Suturas adesivas
Termómetro digital
Pinça

Fimose


Fimose é a dificuldade ou até impossibilidade de expor a glande, ou cabeça do pênis, porque o prepúcio (prega de pele que envolve a glande) estreita a passagem. Nos primeiros meses de vida, existe uma aderência natural do prepúcio à glande. Porém, até os três anos, essa aderência desaparece na grande maioria dos meninos. Causas As principais causas da fimose são assaduras e cicatrizes que retraem a pele, deixando o anel do prepúcio mais estreito. Falta de higiene peniana adequada pode ser responsável pela incidência de inflamações ou infecções que deixam a abertura do prepúcio mais estreita. Prevenção A higiene local é a melhor maneira de prevenir a fimose, evitando assim as postites (infecção ou inflamação do prepúcio). Exercícios ou massagens para arregaçar o prepúcio devem ser evitados, pois além de causar dor, podem provocar sangramentos e, como conseqüência, a formação de cicatrizes que reduzem o orifício por onde deveria passar a glande. Tratamento Não ocorrendo naturalmente o descolamento do prepúcio na primeira infância, o tratamento da fimose é cirúrgico e visa a facilitar a higiene do pênis, a diminuir o risco de bálano-postites (infecções do prepúcio e da glande), a corrigir a parafimose (estrangulamento da glande pelo prepúcio) e a permitir relações sexuais mais confortáveis na vida adulta. O procedimento cirúrgico (postectomia ou circuncisão) consiste na retirada do prepúcio e o ideal é que seja realizado entre 7 e 10 anos. A criança sai no mesmo dia do hospital e, em cerca de 4 dias, pode retomar as atividades normais, mas os exercícios físicos devem ser evitados durante três semanas aproximadamente. Recomendações· Não force a pele da glande, nem faça massagens para aumentar a abertura do prepúcio. Isso pode provocar microtraumatismos e, posteriormente, cicatrizes que reduzem o diâmetro do anel prepucial; · Procure realizar a higiene do pênis com atenção e cuidado; · Trate as assaduras que por ventura ocorram na glande e no prepúcio para evitar infecções e cicatrizes; · Leve seu filho ao médico, ao primeiro sinal de inflamação ou infecção na cabeça do pênis e/ou na pele que a recobre; · Não adie a realização da cirurgia de fimose. Aceite-a com naturalidade e procure tranqüilizar seu filho caso ela lhe seja indicada.

Rabinho "assado"

Pomada para assaduras

Aprenda a fazer uma pomada excelente para acalmar a pele do seu bebé das vulgares assaduras provocadas pelas fraldas.

O eritema das fraldas, mais vulgarmente chamado de assaduras, ocorre quando a urina, a transpiração, humidade e substâncias irritantes presentes nas fraldas tornam a pele do bebé vermelha, dorida e húmida. Ocorrem, por isso mesmo, na zona das virilhas, órgãos genitais e glúteos.
De um modo geral deverá limpar o bebé com cuidado em cada muda de fralda e evitar deixá-lo com a fralda molhada durante várias horas. Sempre que possível, deixe-o estar sem fralda a apanhar ar na zona.
Pomada de maravilhas
A pomada de maravilhas (Calendula officinalis) pode ser adquirida já feita ou pode optar por fazê-la você mesmo em sua casa. Para isso:
1. Derreta vaselina 120 g numa tigela de vidro colocada em banho-maria numa panela com água a ferver. Junte 60 g da planta picada e deixe ferver em lume brando por 15 minutos, mexendo sempre.
2. Deite a mistura num saco de pano atado à borda de um jarro e deixe que o líquido coe através do pano.
3. Usando luvas de borracha, esprema o mais que puder a mistura quente de plantas através do saco para dentro do jarro.
4. Deite a pomada nos boiões antes que solidifique no fundo do jarro. Ponha a tampa em cada boião sem a enroscar. Quando a pomada tiver arrefecido, enrosque as tampas e rotule (coloque o nome da planta e para que fim será utilizada).
5. Aplique a pomada em cada muda de fralda, depois da limpeza da pele.

Meningite

Informação técnica sobre as Meningites (documento em PDF 67kb)
Consiste na inflamação das meninges, membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal.Existem vários tipos de meningites, com diferentes graus de gravidade, e que podem ser causadas por diversos agentes infecciosos que vão desde vírus a fungos, protozoários e bactérias, sendo estas últimas as responsáveis pelas formas mais graves e com maior risco de vida.
Uma infecção por bactérias noutra parte do organismo pode ser transportada para as meninges através do sangue ou por simples proximidade, como pode ser o caso das infecções dos ouvidos ou sinusites. As bactérias alojam-se então nas meninges onde produzem pus e espessamento do fluído cerebrospinhal (líquido que circula entre as meninges e na espinhal medula), o que ocasiona os vários sintomas.As bactérias mais frequentes são os meningococos (Neisseria meningitidis), bacilos influenza (Haemophilos influenzae), pneumococos, estafilococos e estreptococos.
As meningites bacterianas (causadas por bactérias) desenvolvem-se por norma em três fases: Primeiro, as bactérias desenvolvem-se e multiplicam-se nas zonas nasais e boca, geralmente sem sintomas. A seguir, invadem a corrente sanguínea, causando febre mais ou menos elevada devido aos tóxicos produzidos. No caso da meningite por meningococos, podem aparecer manifestações cutâneas (exantema) caracterizadas por pequenos pontos hemorrágicos, chamados petéquias, que têm como característica não desaparecerem à pressão, ao contrário, por exemplo, das manchas do Sarampo e da Rubéola. Trata-se de um sinal de grande gravidade.Na terceira fase, quando as bactérias se multiplicam nas meninges, aparecem os sintomas devidos à intensa inflamação e produção de pus.
Uma característica destas meningites é o rápido aparecimento e desenvolvimento dos sintomas, que podem evoluir para a morte em apenas algumas horas.Frequentemente a meningite começa por febre elevada e o vómitos. São também típicas as cefaleias (dores de cabeça) intensas e de aparecimento súbito, relacionadas com a referida inflamação das meninges e com a pressão aumentada do líquido cerebrospinhal espessado. Existe uma rigidez acentuada dos músculos do pescoço e nuca, motivada pela irritação dos nervos espinhais. Podem aparecer também convulsões, especialmente nas crianças pequenas.O diagnóstico de certeza de uma meningite bacteriana é obtido pela análise do líquido cerebrospinhal obtido por aspiração com uma seringa através de uma punção lombar.As meningites por meningococos aparecem por epidemias que eram mortais em 40 a 50% dos casos antes do aparecimento dos tratamentos antibióticos e possibilidade de apoio em unidades de tratamento intensivo, o que veio a reduzir grandemente a mortalidade e deficiências causadas pela doença. Aparecem especialmente em crianças abaixo dos 10 anos de idade.As meningites causadas por bacilos influenza (Haemophilos influenzae), são também bastante graves, e com sintomas e desenvolvimento parecidos com os da meningocócica. Também são típicas nas crianças. As meningites por estreptococos são as mais comuns nos adultos.
O tratamento é hoje em dia eficaz, mas é especialmente importante um diagnóstico rápido para se poder fazer a terapêutica adequada o mais cedo possível, prevenindo a evolução fatal ou as lesões cerebrais que podem resultar.O tratamento das meningites bacterianas deve ser feito num centro especializado e exige a administração precoce de antibióticos, como por exemplo a Rifampicina ou Ceftriaxone, mas podem ter que ser escolhidos através de exames laboratoriais.Existem hoje comercializadas em Portugal vacinas anti-meningicócicas e anti-pneumocócicas que protegem contra essas formas de meningite, embora ainda não façam parte do PNV
As outras formas de meningite (geralmente por vírus) são frequentemente de curta duração, com sintomas ligeiros, sem complicações, e não requerem tratamento, passando espontaneamente. No entanto não dispensam uma vigilância médica apertada.

Diarreia



Os nossos intestinos possuem biliões de bactérias anaeróbias e aeróbias, bem como leveduras, o que permite possuirmos um equilíbrio adequado em consequência dos efeitos biológicos destes microrganismos (produzem vitamina K e o complexo B, facilitam a digestão de certos alimentos, defendem-nos das infecções intestinais e diarreias, etc.).
Quando o equilíbrio é alterado, pode surgir uma DIARREIA.
SITUAÇÕES DE RISCO
Há diarreias que podem ser resolvidas facilmente. Mas, se está num dos grupos abaixo referidos, deve consultar o seu MÉDICO.
Crianças até 3 anos
Adultos com idade superior a 60 anos
Grávidas ou doentes crónicos com asma, úlcera, diabetes, etc.

Consulte imediatamente o seu MÉDICO se apresentar:
Fezes com sangue
Rigidez abdominal
Febres elevadas
Perda de mais de 5% do peso corporal
Diarreia com mais de 5-7 dias de persistência
TIPOS DE DIARREIAS
As DIARREIAS podem ter várias causas.
Infecciosa (provocada por vírus ou bactérias)
Infantil (na maioria provocada por rota vírus)
Do viajante (provocada por alterações da flora bacteriana intestinal em consequência da modificação de hábitos alimentares)
Por parasitose (alguns protozoários como a giardia e amibas)
Medicamentos (há medicamentos como certos antibióticos, que destroem as bactérias intestinais protectoras. Essa destruição do equilíbrio origina diarreias)
Alimentar (por intolerância a alimentos, alergia, excesso de gorduras, de picantes, deficiência metabólica, etc.)Quando a diarreia surge em pelo menos 2 pessoas que comeram o mesmo alimento, suspeite de uma infecção intestinal.

MEDIDAS A TOMAR
Embora existam muitos medicamentos para as diarreias NÃO OS TOME sem conselho do seu FARMACÊUTICO.Há medicamentos que podem mascarar uma diarreia de causa infecciosa, o que faz perigar a sua SAÚDE.Faça uma DIETA adequada, com muitos LÍQUIDOS e SAIS MINERAIS. Evite o leite, alimentos gordos e picantes.Se, com os medicamentos aconselhados pelo seu FARMACÊUTICO a diarreia não melhorar em 2-3 dias, deve consultar o seu MEDICO.

NÃO SE ESQUEÇA
A pior consequência das diarreias é a DESIDRATAÇÃO e a PERDA DE SAIS MINERAIS. Em caso de diarreia beba muita ÁGUA COM SAIS MINERAIS. Cada tipo de diarreia tem o seu tratamento de acordo com a causa desencadeante.
CONSULTE O SEU MÉDICO SE NÃO MELHORAR COM AS MEDIDAS QUE TOMOU

Segurança no exterior da casa

Garagem

Nunca deixe o motor do carro a trabalhar com a porta da garagem fechada ou em qualquer espaço que não seja devidamente arejado.Mantenha a sua garagem arrumada e sem objectos perigosos à vista ou ao alcance das crianças.


Armas de fogo

O melhor é não as ter, mas se as tiver descarregue-as e feche-as a "sete chaves!"
Cuidados a ter:
- Tenha o número mínimo de armas em casa, o ideal é zero;
- Uma arma nunca deve estar carregada, a não ser no momento da utilização;
- As armas, mesmo descarregadas, devem estar bem fechadas, em armários com cadeados a que só os adultos têm acesso;
- As balas e cartuchos devem ser guardados noutro local, longe da arma, também fechados à chave;
- As pressões de ar, consideradas armas de recreio, não devem ser oferecidas a crianças porque são perigosas, sobretudo quando utilizadas sem supervisão;
- O poder de uma arma nunca deve ser sub-estimado e esta não pode ser tratada como se fosse um instrumento inocente;
- Nunca se deve apontar uma arma a uma pessoa mesmo que esteja descarregada e isso seja feito no contexto de uma brincadeira;
- Se os pais querem ensinar a arte da caça aos filhos devem fazê-lo com grande cuidado, ensinando as regras de segurança e os perigos, desde a exposição a outros caçadores até à ingestão de álcool com o respectivo risco acrescido de acidente;
- As crianças têm de saber que as armas podem matar e matam mesmo, ainda que na televisão isso não seja tão explícito e a mensagem dos filmes e dos desenhos animados possa ser muitas vezes equívoca;
- As crianças devem aprender desde muito cedo que os conflitos se devem resolver pacífica e democraticamente, através da argumentação ou da diplomacia e não com armas;

Segurança na cozinha


Produtos Tóxicos

Mantenha os tóxicos e medicamentos fora do alcance das crianças;- Não misture medicamentos diferentes no mesmo frasco;- Não guarde os medicamentos ou outros produtos tóxicos em frascos que não sejam os do próprio medicamento, pode enganar a criança e levá-la a pensar que se trata de água ou de sumo;

- Não deixe embalagens semi-abertas ou em locais acessíveis, nem que seja só por cinco minutos;- Devolva os restos de medicamentos na farmácia. Nunca os deite no lixo normal ou noutros locais onde as crianças possam ter acesso;- Deite as embalagens vazias de produtos de limpeza nos contentores próprios para o efeito que algumas autarquias já dispõem; - Tenha especial cuidado quando a criança vai visitar outras pessoas que possam não ter crianças em casa;- Tenha especial atenção ás situações em que há mudança das rotinas caseiras;
Sempre que comprar produtos tóxicos ou corrosivos, escolha aqueles que possuam tampa de segurança.


Fogão

Na cozinha o bébé pode queimar-se gravemente na porta do forno sobretudo quando começa a por-se de pé e andar, são frequentes e graves as queimaduras da palma da mão quando o bébé se apoia. Enquanto cozinha tenha atenção aos alimentos líquidos muito quentes, ás pegas dos tachos, panelas e frigideiras, se eles ficam voltados para fora pode acontecer um acidente grave. Evite cozinhar com o bébé ao colo.

As saídas e exaustores dos aparelhos (chaminés, etc) devem ser periodicamente vistoriadas, a fim de evitar incêndios.

Fornos micro-ondas

Quando aquecer o biberão no micro-ondas, verifique sempre a temperatura do leite porque o vidro pode ficar morno e o leite a ferver. O biberão ou recipiente tapado pode fazer com que, quando retira a tampa, o líquido fervente salte e queime a cara e as mãos.Quando aquecer a papa do bébé no micro-ondas deve mexer muito bem para misturar o seu conteúdo e tornar a temperatura homogénea.O aquecimento de alimentos que têm uma parte sólida e uma parte líquida pode provocar queimaduras graves.

As facas, as latas e os copos de vidro

Na cozinha devemos ter um especial cuidado com os objectos cortantes. É aqui que na maior parte das vezes usamos facas, abrimos latas e partimos copos, criando as condições perfeitas para os ferimentos por corte. È fundamental que as facas, as latas e os copos de vidro estejam fora do alcance de crianças, não só porque podem não saber usá-las convenientemente, mas porque podem querer utilizá-las nas brincadeiras com outras crianças ou imitar os adultos.
Alimentação

Ao fazer a introdução da comida da família, tenha muita atenção aos alimentos duros e lisos, como os amendoins, nozes e cenoura crua, que podem causar asfixia. Nunca tente apagar um óleo em chama com água, pois poderá propagar o incêndio em vez de o apagar.Tenha um kit de emergência contra incêndio na cozinha, composto por um exaustor e um cobertor adequado para abafar as chamas.


Cadeiras para dar de comer ao bébé

Se utiliza uma cadeira alta para dar de comer ao bébé, verifique a sua estabilidade, encoste-a à parede e aperte o cinto, utilizando de preferência um tipo de arnês que passa sobre os ombros da criança.



Não deixe o bebé sozinho e caso tenha mais crianças pequenas por perto a atenção deve ser redobrada, pois facilmente poderão desequilibrar a cadeira.


Electrodomésticos

Electricidade e água não combinam bem - todos os electrodomésticos e tomadas situados na casa-de-banho, na cozinha ou até mesmo na sua garagem devem ser objecto de mais cuidado. Não deixe a criança servir-se de electrodomésticos antes de ter maturidade e idade para tal. De qualquer maneira, as primeiras vezes que se serve deles deverá ser com supervisão dos adultos, até aprender a utilizá-los com todas as precauções e dando todos os passos com segurança. E já agora, depois de utilizar os aparelhos não os deixe ligados ou por arrumar. Desligue-os da tomada, enrole o fio e não o deixe ao alcance das crianças.Lembre-se que nunca se deve mexer em aparelhos eléctricos com as mãos húmidas, mesmo em situações tão simples como acender uma luz num interruptor.

Segurança em casa

Móveis, quadros...
Evite toalhas de mesa, fios de candeeiros ou outros objectos soltos que possam servir de suporte para a criança se pôr de pé. Todos os móveis, estantes ou prateleiras deverão estar bem fixos à parede de forma a não tombarem sobre a criança se esta se apoiar neles ou tentar trepar.Evite móveis de vidro ou com tampos soltos.

Proteja os cantos mais agressivos, sobretudo os que se encontram ao nível da cabeça da criança.No quarto evite quadros pesados com vidro, prefira posters ou gravuras leves e certifique-se que estão bem fixos, sem risco de tombarem sobre a criança enquanto dorme ou brinca.Não coloque a cadeirinha ou a alcofa do bebé sobre os móveis. É preferível pousá-lo no chão para eliminar o risco de queda. De qualquer forma, mantenha os cintos sempre apertados. Espreite regularmente para baixo dos móveis para detectar eventuais perigos antes da criança o fazer - botões, moedas ou tampas de caneta desaparecidos, tomadas brilhantes desprotegidas, extensões eléctricas esquecidas,…

Tomadas, candeeiros e aquecedores
As tomadas deverão estar a mais de 1,50 m de altura e longe da cama ou da cómoda sobre a qual muda o bebé. Se tal não for possível, as tomadas deverão estar sempre protegidas com dispositivos bem adaptados ao seu tamanho e que só possam ser retirados com a ajuda de uma ferramenta própria. Elimine fios soltos e extensões. Já agora lembre-se que as tomadas nas casa de banho são um risco acrescido.

Se as tomadas não têm um mecanismo de protecção próprio (se não exigem dois movimentos coordenados para ligar uma ficha), é conveniente usar protecções para tomadas que só possam ser retiradas com a ajuda de uma pequena chave ou outro instrumento. Estes protectores devem adaptar-se perfeitamente à tomada e ser dificeis de retirar com os dedos mesmo para um adulto. Se estiverem folgados e forem facilmente retirados pelos dedos hábeis das crianças, podem constituir um risco de asfixia.
Não cubra os aquecedores ou os candeeiros pois existe um perigo real de incêndio. Mantenha os aquecedores afastados de cortinas, sofás, qualquer tecido e, obviamente, longe da cama do bébé. Não use aquecedores a gás nos quartos de dormir.

Janelas
Proteger as janelas com "limitadores de abertura" (abertura máxima 10cm), permite que o ar circule e evita que a criança possa cair. Estes dispositivos variam consoante o tipo de janela e devem necessitar de dois movimentos coordenados para que seja possível a sua abertura, a fim de dificultar o seu manuseamento por crianças pequenas.

Varandas
Verifique que a guarda de protecção tem no mínimo 110cm de altura e que não há hipótese de escalada.As guardas com travessas horizontais facilitam e convidam a criança a trepar enquanto as verticais dificultam. Não deve ser possível que a criança passe por baixo ou através da guarda.A distância entre os prumos não deverá ser superior a 10cm

Segurança nos brinquedos

Os brinquedos devem ser adaptados à idade da criança e ao tamanho do seu quarto. Para os seus filhos mais pequenos, escolha brinquedos laváveis, leves, sem peças pequenas ou arestas e que estimulem a criatividade da criança. Tenha cuidado com os brinquedos dos irmãos mais velhos. A arca ou caixa dos brinquedos não deve ter uma tampa pesada ou que possa cair sobre a criança. Éimportante que cada criança tenha e reconheça um espaço para os seus próprios brinquedos. Habitue-a desde pequena a arrumá-los, pois os brinquedos desarrumados são uma das grandes fontes de acidentes tanto para as crianças como para os adultos.
Outros conselhos:
- No caso das crianças com menos de 3 anos, os objectos e brinquedos devem ter um diâmetro superior a 32mm.- Esteja atento às partes soltas dos brinquedos, e aos fios compridos que possam sufocar a criança. - A supervisão dos adultos e mesmo a sua participação nas brincadeiras das crianças pode ajudar a reduzir alguns riscos.- Ao comprar um brinquedo ou jogo a pilhas, tenha a certeza que o seu compartimento está bem vedado e que é difícil a abertura pela criança.

Segurança no quarto

Camas e berços

A cama deve ser sólida e estável, sem arestas nem qualquer saliência onde possa ficar preso um botão da roupa do bébé, a corrente da chupeta ou qualquer outro adereço. As grades devem ter uma altura mínima, pelo interior, de 60 cm e não devem ter aberturas superiores a 6 cm. O colchão deve ser firme e estar bem ajustado ao tamanho da cama. Certifique-se de que a cama obedece às normas de segurança europeias.

O que fazer em casode emergência?
Dentro da cama, deite o bébé de costas, sem almofadas ou brinquedos, para evitar o risco de asfixia, ou, mais tarde, para que não possam servir de degrau e provocar uma queda.

Beliches

Evite deitar crianças com menos de seis anos no beliche de cima e assegure-se da existência de uma grade de segurança nos lados abertos. Esta grade deve ser estável e ter uma altura mínima de 16 cm em relação à parte superior do colchão, estavelmente colocada.

Móvel para mudar o bébé


A muda do bébe deve ser feita com tudo aquilo de que precisa à mão. O bébé não pode ficar sozinho nem por um segundo; num instante ele rebola e pode cair. Mantenha sempre uma mão sobre a criança enquanto a veste ou despe.O móvel para mudar o bébé deve ser estável e ter o rebordo elevado.Se for comprar um móvel para mudar o bébé, verifique se este obedece às normas de segurança europeias.

Segurança na água


A Realidade dos AfogamentosTodos os anos, na Europa, morrem mais crianças em acidentes do que por cancro ou doenças respiratórias. Destes acidentes, os afogamentos constituem a segunda maior causa de morte e lesão infantil, segundo dados da Unicef 2001.
Em Portugal, para além de serem a segunda causa de morte acidental em crianças, com cerca de 30 vítimas mortais por ano também provocam, com frequência, lesões neurológicas graves e irreversíveis nos sobreviventes. E o problema não pára aí: dados Holandeses (1998-2001) mostram que, por cada morte, há 140 crianças hospitalizadas e cerca de 2800 em observação em Serviços de Urgência.
Portugal possui índices de afogamento relativamente elevados durante todo o ano mas, durante o verão, os afogamentos tendem a aumentar devido ao acréscimo no número de turistas e no aumento da exposição das crianças à água. Para a época balnear de 2005, uma vez mais, a nossa actuação na prevenção dos acidentes com crianças relacionados com água se torna essencial.
A água exerce um enorme fascínio sobre as crianças e isso é óptimo pois trata-se de um elemento indispensável para o desenvolvimento e bem estar delas. O contacto visual, auditivo e táctil com a água é um componente indispensável para um desenvolvimento equilibrado.
Mas, ao contrário do que muitos pensam, a maior parte dos afogamentos não ocorre somente nas praias, mas em ambientes pouco prováveis como a banheira, lago de jardim, poço, tanque de lavar a roupa ou de rega, rio, ou mesmo baldes e alguidares.
A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa...E a Solução depende de Todos!
Fique atento para as recomendações que devem ser seguidas e divulgadas:
Vigie activamente e em permanência a criança na água ou perto dela; em férias, redobre a vigilância.
Esvazie baldes e alguidares.
Escolha praias e piscinas públicas vigiadas.
Vede a sua piscina, tanque de rega ou o lago do jardim. Cubra adequadamente os poços. É importante dificultar o acesso das crianças pequenas à água através de barreiras físicas.
Utilize auxiliares de flutuação: coletes e braçadeiras, bem ajustados ao corpo da criança.
Ensine as crianças a nadar e a Ter comportamentos seguros na água.
Respeite a segurança em embarcações aquáticas.
Em caso de emergência, chame o 112.
Tire um curso de socorrismo: isto pode ajudar a salvar uma vida.
A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa...E a Solução depende de Todos!