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20.4.06

Alimentação no primeiro ano de vida


Ainda que se costume dizer que gordura é formosura e se ache que bebés gordinhos são bebés bonitos, isso não significa contudo que sejam saudáveis. Considera-se que um ganho de peso normal para os 3 primeiros meses seja de cerca de 750 a 900g por mês, dos 3 aos 6 meses que ganhe até 600g por mês e entre os 6 e os 12 meses cerca de 450g por mês. Assim sendo, em condições normais, o peso do bebé duplica ao fim dos primeiros seis meses de vida e triplica ao fim de um ano. É no entanto de salientar que estes valores podem variar porque cada bebé tem o seu próprio ritmo de crescimento, sobretudo dependendo do tipo de alimentação que faz, devendo ser sempre o médico de família ou o pediatra a avaliar se o ritmo é adequado ou não.
Os bebés alimentados com leite materno aumentam mais de peso durante os 2/3 primeiros meses e depois mais lentamente. Com leite artificial crescem mais devagar no início, acelerando o ritmo a partir dos 4 meses.
Durante o primeiro ano de vida o bebé sofre um crescimento muito rápido. Mas para isso é fundamental a ingestão de quantidades suficientes de calorias (fonte da nossa energia) e proteínas. Apesar do leite materno em exclusivo ser o mais recomendado como fonte de alimento para o bebé, existem situações que levam a que se tenha que adoptar outro tipo de alimentação. Aleitamento artificial
A alimentação artificial é uma alternativa de sucesso à amamentação em certas circunstâncias, como:
A mãe decide não amamentar;
O horário laboral da mãe não lhe permite amamentar;
É recomendado um leite especial devido às alergias da criança ou a necessidades nutricionais especiais;
Proporciona suplemento às crianças cujas mães, ocasionalmente, não queiram amamentar;
Complementa o leite materno quando a produção deste é insuficiente;
A presença de lesões nos mamilos ou sensibilidade mamária (mamas muito doridas, rijas, quentes e vermelhas pela acumulação excessiva de leite nas mamas, o que dificulta a sua saída);
A criança é adoptada;
Quando a mãe tem uma infecção activa, como a tuberculose, ou o síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA).
Este tipo de alimentação não implica que a mãe tenha que deixar de amamentar o bebé, e não significa também que se irão introduzir alimentos sólidos na sua alimentação. A alimentação suplementar só poderá ser iniciada a partir de um mês de vida, para que o bebé não prefira o biberão à mama. O suplemento deve ser usado para completar uma mamada insuficiente ou para substituir até duas no máximo para manter a produção do leite materno, fornecendo apenas a quantidade necessária para que o bebé se sinta satisfeito.
Para ajudar a identificar se o bebé ainda tem fome, são sinais a ter em conta:
O chupar sôfrego;
O fazer esforços intensos para chupar; (quer dizer o mesmo)
O ficar muito tempo a mamar;
Em vez de adormecer depois de mamar, chora e chupa o polegar, parece cheio de fome após a refeição.
O aleitamento suplementar (até aos 4/6 meses) assegura um crescimento regular, uma alimentação satisfatória e fezes de consistência normal. (Carvalho, Fernando Manuel Monteiro de)
Os leites artificiais são recomendados com base nas necessidades alimentares da criança, as preferências dos pais, o custo, as necessidades de refrigeração e as capacidades dos pais para preparar cuidadosamente os leites.
Durante este tipo de alimentação é importante também que se promova a relação entre os pais e o bebé pelo que se aconselha que os pais devem assumir uma posição face a face com a criança, a olhar nos seus olhos, e a mantê-la próxima de si e segura. Este período é uma boa altura para ir falando com a criança, para cantar para ela ou simplesmente estar tranquila com o bebé. Este tipo de alimentação permite também que o pai e toda a família possa participar na alimentação do bebé.

Cuidados a ter

Relativamente aos cuidados a ter, os pais devem ter em atenção os seguintes pontos:
Os biberões, tetinas, a água e o leite não precisam de ser esterilizados a não ser que a água não seja potável, no entanto necessitam de ser fervidos;
Quando não se utiliza o leite todo, deve-se deitar fora o restante, porque uma vez aberto, a sua composição altera-se. Além disso, se voltar a ser aquecido o leite fermenta, para além de já ter acumulado na tetina microorganismos provenientes da boca do bebé.
O leite deve ser dado a uma temperatura ambiente ou então pode ser aquecido até que fique morno quando testado na face interna do punho. Pode aquecer-se em banho maria, ou no microondas, mas deve ter-se o cuidado de agitar bem o biberão antes de testar a temperatura do leite no punho;
Se o leite está frio, aqueça-o colocando o biberão num pouco de água quente; (diz o mesmo que o anterior)
O biberão nunca deve ser apoiado com uma almofada ou qualquer outro objecto e deixado com a criança. E porquê? Porque o bebé poderá asfixiar e este comportamento priva a criança de uma interacção importante durante a alimentação;
Para alimentar o bebé, deve-se colocar a tetina na boca, sobre a língua, devendo apoiá-la contra o palato (céu da boca), e o leite deve cair gota a gota; (a prof. disse k isso elas já sabiam sp)
Segure o biberão de modo a manter a tetina sempre cheia de leite, de modo a evitar a entrada de ar durante a mamada, mesmo assim deve-se colocar a criança a arrotar pelo menos a meio da ingestão;
A criança que adormece rapidamente, volta a cabeça para o lado ou que pára de mamar, normalmente indica-nos que mamou o suficiente.
Quando terminar de mamar, o bebé deve ser posto a “arrotar”, para que possa eliminar algum ar que tenha engolido durante a mamada, pois se não o fizer, pode ficar com gases e cólicas e a digestão pode tornar-se mais difícil.


Tipos de alimentação artificial

Leite artificial

Existe sob três formas: pronto a usar, concentrado e em pó. O leite em pó é solúvel na água e não necessita de refrigeração. Os pré-preparados e os leites condensados vêm normalmente em recipientes de uso múltiplo que necessitam de refrigeração depois de abertos.
Na preparação do leite, as proporções indicadas não devem ser alteradas e é muito importante que o leite seja diluído correctamente, pois ao diluir-se uma quantidade de leite maior do que a recomendada, pode provocar-se uma desidratação no bebé, e se a quantidade for menos do que a recomendada o bebé pode não ficar bem alimentado. (Bobak)


Leite de vaca não modificado

Os pais não devem alimentar os bebés com leite de vaca enquanto o bebé não tiver, pelo menos, um ano de idade. E porquê? Porque este leite é de mais difícil digestão, permite uma absorção pobre das gorduras e tem baixa concentração de ferro. Para além disso contém proteínas que podem ser demasiado agressivas para o intestino do bebé.
Não se deve dar leite magro a crianças com menos de um ano de idade, porque para além de também ser derivado do leite de vaca, é pobre em calorias, o que contraria o processo de crescimento do bebé;
Deve-se então contactar o médico e o enfermeiro do bebé no sentido de este orientar os pais para o tipo de leite que devem comprar.


Horários

É frequente surgir uma famosa dúvida comum ao aleitamento materno em exclusivo, à alimentação suplementar e ao aleitamento artificial: será que se deve alimentar apenas os bebés quando eles pedem, ou tentar-lhes impor um horário? O horário deve ser livre, ou seja, gerido consoante a fome que o bebé manifesta. No primeiro mês de vida os recém-nascidos precisam de ser alimentados durante o dia de 1:30 em 1:30, de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas. À noite os intervalos de tempo podem variar entre 3 a 5 horas. Nos meses seguintes a maioria dos bebés estabelece um padrão próprio que é o de acordar de 3 em 3 horas ou de 4 em 4 para se alimentarem, dormindo o resto do tempo. Pode acontecer que a criança fique a dormir mais horas que o habitual e por vezes aumente estes intervalos de tempo entre as refeições. Nestas situações, se o bebé comeu bem na última vez que foi alimentado e tem dificuldade em acordar, pode dormir mais 30 minutos para além do horário habitual, porque a amamentação é mais eficaz quando o bebé está desperto e com vontade de comer. (Bobak)