Mamãs estejam sempre alertas!!!

24.4.06

CRIPTORQUIDIA (TESTÍCULOS NÃO DESCIDOS)

O que é?
Esta situação, que acontece em uma de cada 125 crianças do sexo masculino, consiste na retenção de um ou dos dois testículos na sua descida para o escroto, que são as bolsas onde ficam alojados normalmente.
Estas crianças têm uma probabilidade aumentada de vir a sofrer de infertilidade ou de cancro do testículo
Entre o sétimo e nono mês de desenvolvimento do feto, os testículos, originados no abdómen, descem para a sua posição normal no escroto (bolsa por debaixo do pénis), através de um canal específico.
Se o testículo não descer, não vai funcionar normalmente. Embora a correcção cirúrgica dessa situação também não garanta sempre o seu normal crescimento e funcionamento, é uma atitude geralmente aconselhável.
Um testículo não descido na altura do nascimento pode no entanto fazê-lo espontaneamente durante o primeiro ano de vida. A partir daí, se não desceu ainda, é pouco provável que o venha a fazer. Deve-se então optar pela cirurgia, que deve ser feita antes dos 2 anos a fim de preservar o mais possível a possibilidade do testículo não ser lesado e vir a funcionar normalmente.

Tratamento
Durante a cirurgia, o operador (cirurgião pediátrico ou urologista), liberta o testículo do abdómen e fixa-o dentro das bolsas testiculares (escroto). São necessárias duas incisões: uma na virilha (para aceder ao testículo subido) e outra no escroto (para o puxar e fixar).
Após a cirurgia, e durante algumas semanas, deve evitar traumatizar a área, pelo que não deve andar de triciclo, bicicletas ou fazer actividades que exerçam pressão nessa zona

Testículo retráctil
Por vezes acontece, mesmo em adultos, que um ou mesmo os dois testículos que se retraem e saem mesmo do escroto em reacção ao toque, frio ou medo. É uma situação normal e que não requer qualquer tratamento, a não ser que essa retracção deixe de ser transitória e passe a ser definitiva.