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21.4.06

A escarlatina


A escarlatina é uma doença aguda de natureza infecto-contagiosa. Manifesta-se por febre, dores de garganta e no corpo, bem como por um aspecto típico da pele, que se apresenta de cor vermelha.

O que é:
A escarlatina é uma doença febril aguda de natureza infecto-contagiosa. Os aspectos clínicos mais importantes são febre, faringite (infecção na garganta), inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço e o característico eritema com aspecto picotado da pele de cor vermelha, que dá a sensação de lixa ao toque.A escarlatina é provocada pela infecção por um tipo de Estreptococo beta-hemolítico do grupo A, que produz uma toxina específica. As toxinas podem ser do grupo A, B ou C, sendo as do grupo A as mais agressivas.

Quais as causas:
A escarlatina é provocada pela infecção por Estreptococos beta-hemolítico do grupo A produtores de toxinas.A maior parte dos casos ocorre durante os primeiros anos de vida escolar, entre os 3 e os 15 anos de vida.A doença é mais frequente no Outono, no Inverno e na Primavera.O período de incubação é de 24 a 48 horas.

Quais os sintomas:
A escarlatina começa habitualmente de forma súbita, com febre elevada (40ºC), dor de garganta, dores de cabeça, podendo ocorrer náuseas, vómitos, dor de barriga e dores nas costas e nos membros.Um dos aspectos mais típicos da doença é o eritema, que se caracteriza pelo aspecto rugoso da pele e a cor vermelha. O eritema inicia-se no tronco 12 a 48 horas após o aparecimento da febre e espalha-se por todo o corpo em horas ou dias. Classicamente, verifica-se palidez em redor da boca. O eritema perde a cor vermelha quando se pressiona a pele e verifica-se descamação 7 a 21 dias após o início da doença.A língua mostra-se tipicamente com uma cor muito avermelhada e aspecto inchado e com as papilas vermelhas a que se dá o nome de "língua em framboesa".A faringe e as amígdalas estão muito vermelhas e cobertas de pus.Os gânglios linfáticos anteriores do pescoço estão aumentados de volume e dolorosos.

Como se diagnostica:
O diagnóstico é feito pelo aspecto típico clínico da doença e confirmado pela identificação do estreptococo no exame cultural do exsudado da faringe.

Como se desenvolve:
A febre e os diversos sintomas melhoram muito 24 a 48 horas após o início do tratamento antibiótico.Quando a doença não é tratada correctamente, podem surgir complicações muito importantes, como a febre reumática (que pode surgir em média cerca de 18 dias após a escarlatina) e a glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (que pode ocorrer em média 10 dias depois).Podem ocorrer formas mais ligeiras da infecção que necessitam igualmente de tratamento antibiótico para prevenir as complicações.

Formas de tratamento:
A escarlatina deve ser tratada com antibióticos, como a penicilina em injecção intramuscular ou a eritromicina oral. Existem outros antibióticos também eficazes como a claritromicina, a azitromicina, a amoxicilina e as cefalosporinas.

Formas de prevenção:
A melhor forma de prevenir a escarlatina é diagnosticar e tratar correctamente todos os casos de doença. As crianças doentes devem permanecer em casa e podem regressar à escola depois de medicadas e com pelo menos 24 horas sem febre.

Doenças comuns como diferenciar:
A escarlatina pode confundir-se de algum modo com outras doenças que também provocam febre e manchas vermelhas no corpo, como o sarampo, a rubéola e o eritema infeccioso.

Outras designações:
A escarlatina pode confundir-se de algum modo com outras doenças que também provocam febre e manchas vermelhas no corpo, como o sarampo, a rubéola e o eritema infeccioso.

Quando consultar o médico especialista:
A escarlatina deve ser sempre tratada por um médico.

Pessoas mais predispostas:
A escarlatina confere imunidade parcial, pois o indivíduo doente adquire anticorpos específicos para o tipo de estreptococo que o infectou. As pessoas mais predispostas são as crianças nos primeiros anos de frequência da escola.

Outros Aspectos:
A escarlatina confere imunidade parcial, pois o indivíduo doente adquire anticorpos específicos para o tipo de estreptococo que o infectou. As pessoas mais predispostas são as crianças nos primeiros anos de frequência da escola.