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20.4.06

Meningite

Informação técnica sobre as Meningites (documento em PDF 67kb)
Consiste na inflamação das meninges, membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal.Existem vários tipos de meningites, com diferentes graus de gravidade, e que podem ser causadas por diversos agentes infecciosos que vão desde vírus a fungos, protozoários e bactérias, sendo estas últimas as responsáveis pelas formas mais graves e com maior risco de vida.
Uma infecção por bactérias noutra parte do organismo pode ser transportada para as meninges através do sangue ou por simples proximidade, como pode ser o caso das infecções dos ouvidos ou sinusites. As bactérias alojam-se então nas meninges onde produzem pus e espessamento do fluído cerebrospinhal (líquido que circula entre as meninges e na espinhal medula), o que ocasiona os vários sintomas.As bactérias mais frequentes são os meningococos (Neisseria meningitidis), bacilos influenza (Haemophilos influenzae), pneumococos, estafilococos e estreptococos.
As meningites bacterianas (causadas por bactérias) desenvolvem-se por norma em três fases: Primeiro, as bactérias desenvolvem-se e multiplicam-se nas zonas nasais e boca, geralmente sem sintomas. A seguir, invadem a corrente sanguínea, causando febre mais ou menos elevada devido aos tóxicos produzidos. No caso da meningite por meningococos, podem aparecer manifestações cutâneas (exantema) caracterizadas por pequenos pontos hemorrágicos, chamados petéquias, que têm como característica não desaparecerem à pressão, ao contrário, por exemplo, das manchas do Sarampo e da Rubéola. Trata-se de um sinal de grande gravidade.Na terceira fase, quando as bactérias se multiplicam nas meninges, aparecem os sintomas devidos à intensa inflamação e produção de pus.
Uma característica destas meningites é o rápido aparecimento e desenvolvimento dos sintomas, que podem evoluir para a morte em apenas algumas horas.Frequentemente a meningite começa por febre elevada e o vómitos. São também típicas as cefaleias (dores de cabeça) intensas e de aparecimento súbito, relacionadas com a referida inflamação das meninges e com a pressão aumentada do líquido cerebrospinhal espessado. Existe uma rigidez acentuada dos músculos do pescoço e nuca, motivada pela irritação dos nervos espinhais. Podem aparecer também convulsões, especialmente nas crianças pequenas.O diagnóstico de certeza de uma meningite bacteriana é obtido pela análise do líquido cerebrospinhal obtido por aspiração com uma seringa através de uma punção lombar.As meningites por meningococos aparecem por epidemias que eram mortais em 40 a 50% dos casos antes do aparecimento dos tratamentos antibióticos e possibilidade de apoio em unidades de tratamento intensivo, o que veio a reduzir grandemente a mortalidade e deficiências causadas pela doença. Aparecem especialmente em crianças abaixo dos 10 anos de idade.As meningites causadas por bacilos influenza (Haemophilos influenzae), são também bastante graves, e com sintomas e desenvolvimento parecidos com os da meningocócica. Também são típicas nas crianças. As meningites por estreptococos são as mais comuns nos adultos.
O tratamento é hoje em dia eficaz, mas é especialmente importante um diagnóstico rápido para se poder fazer a terapêutica adequada o mais cedo possível, prevenindo a evolução fatal ou as lesões cerebrais que podem resultar.O tratamento das meningites bacterianas deve ser feito num centro especializado e exige a administração precoce de antibióticos, como por exemplo a Rifampicina ou Ceftriaxone, mas podem ter que ser escolhidos através de exames laboratoriais.Existem hoje comercializadas em Portugal vacinas anti-meningicócicas e anti-pneumocócicas que protegem contra essas formas de meningite, embora ainda não façam parte do PNV
As outras formas de meningite (geralmente por vírus) são frequentemente de curta duração, com sintomas ligeiros, sem complicações, e não requerem tratamento, passando espontaneamente. No entanto não dispensam uma vigilância médica apertada.