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26.4.06

Obstrução do canal nasolacrimal


Muitas vezes às mães notam os olhinhos do recém-nascido muito lacrimejantes, as lágrimas escorrem pelo rostinho,mesmo sem choro.

A obstrução do canal nasolacrimal (dacriostenose) pode dever-se a um desenvolvimento inadequado do sistema nasolacrimal à nascença, a uma infecção nasal crónica, a infecções oculares graves ou recorrentes ou a fracturas dos ossos do nariz ou da cara. A obstrução pode ser parcial ou completa.
A obstrução causada por um sistema nasolacrimal imaturo normalmente faz com que o excesso de lágrimas caia do olho para baixo, molhando a bochecha (epífora) do lado afectado. Em casos raros, tal pode acontecer nos dois olhos, em bebés de 3 a 12 semanas de vida. Este tipo de obstrução geralmente desaparece sem tratamento cerca dos 6 meses, quando se desenvolve o sistema nasolacrimal. Por vezes, a obstrução desaparece mais rapidamente se se ensinar os pais a esvaziar o canal massajando suavemente a zona por cima do mesmo com a polpa do dedo.
Independentemente da causa da obstrução, se surgir uma inflamação da conjuntiva (conjuntivite), pode ser necessário aplicar gotas oftálmicas com antibiótico. Se a obstrução não desaparecer, pode ser necessário que um especialista de ouvidos, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou um especialista dos olhos (oftalmologista) abra o canal com uma pequena sonda, que em geral se insere através do orifício do canal situado no ângulo interno da pálpebra. Às crianças é administrada anestesia geral para esta intervenção, mas os adultos só necessitam de anestesia local. Se o canal se encontrar completamente bloqueado, pode ser necessário recorrer a uma cirurgia mais complexa.