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21.4.06

Otites

As otites podem ser causadas por vírus ou bactérias. O seu tratamento deve ser orientado pelo pediatra ou pelo médico de família que, quando necessário, encaminha os pais para um médico especialista-otorrinolaringologista.
As otites são uma das causas mais frequentes de visita ao pediatra na infância. Cerca de 20% das crianças com menos de 4 anos de idade têm pelo menos uma otite por ano.A dor de ouvidos e a febre são os sintomas mais frequentes. Mas, nas idades mais precoces, o sinal é muitas vezes uma mudança de humor ou alguma irritabilidade, por vezes acompanhada de alguns gritos ou choro (que não deixam dúvidas aos pais que não são de alegria) e febre. A observação dos ouvidos pelo médico é sempre imprescindível. Este confirmará o diagnóstico de otite média aguda se, ao realizar o exame dos ouvido, descobrir sinais de inflamação da membrana do tímpano. Ocasionalmente ocorre a perfuração desta membrana saindo pus pelo canal auditivo externo. Quando isso acontece, pode limpar-se o ouvido externo com um pouco de algodão embebido em soro fisiológico ou água tépida, mas deve deixar-se sair o pus, evitando tapar o canal auditivo.As otites podem ser causadas por vírus ou bactérias. O seu tratamento deve ser orientado pelo pediatra ou pelo médico de família que, se necessário, encaminhará os pais para um médico especialista-otorrinolaringologista. A dor poderá ser combatida com analgésicos e, por vezes, além do antibiótico poderá também ser útil recorrer à utilização de descongestionantes nasais.As otites agudas, quando são recorrentes, podem levar à otite serosa crónica. Esta, para além da dor de ouvidos que provoca, resultante das alterações de pressão por obstrução da trompa de Eustáquio, constitui uma causa frequente de défice auditivo na criança. Se a perda de audição não for detectada e tratada precocemente, poderá interferir no desenvolvimento normal da linguagem e, mais tarde, causar mesmo dificuldades de aprendizagem na escola.As amígdalas e as adenóides aumentam de tamanho até cerca dos 7 anos de idade e regridem a partir dessa idade. Muitas crianças têm amígdalas grandes, mas em si mesmo o tamanho das amígdalas não é motivo para cirurgia.Quando a hipertrofia das adenóides é responsável por um considerável estreitamento do espaço nasal posterior pode justificar-se a sua remoção cirúrgica (adenoidectomia) se:
a criança tem otite serosa crónica associada a perda de audição (neste caso pode ser benéfica a colocação de tubos de ventilação);
obstrução das vias áreas superiores, traduzida por ressonar, respiração pela boca, mantendo a criança a boca constantemente semiaberta, podendo até babar-se um pouco;
hipoxemia (baixa da taxa de oxigénio no sangue) durante o sono;
apneia obstrutiva do sono (mais grave). Nesta situação a criança ressona muito alto, respira com grande esforço e apresenta paragens respiratórias de 30 a 45 segundos. Estas perturbações durante o sono vão ter como repercussão a sonolência durante o dia e podem provocar atraso de crescimento e de desenvolvimento da criança.
A cirurgia nestas situações é habitualmente curativa. Em todos os casos a decisão terapêutica deve ser tomada pelos pais, devidamente informados e aconselhados pelo pediatra da criança e médico cirurgião otorrinolaringologista. É importante que os pais se sintam à vontade e coloquem todas as questões ao médico. Acontece que, por vezes, os pais têm muitas perguntas que gostariam de fazer mas, no momento, em que estão com o médico esquecessem delas. Uma sugestão simples é escreverem-nas num papel ou caderno que levem para a consulta.Considero que é importante um diagnóstico correcto das otites assim como o seu tratamento correcto e atempado.